Um consultório odontológico foi interditado pela Vigilância Sanitária após uma fiscalização identificar uma série de irregularidades sanitárias consideradas graves em Cametá, no nordeste do Pará. A inspeção encontrou problemas relacionados à higiene, ao armazenamento de materiais, ao controle de pragas e à estrutura do estabelecimento.
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Entre as situações constatadas pelos fiscais estava o uso de utensílios domésticos, como panelas e uma escova de madeira, em atividades relacionadas aos procedimentos odontológicos. A utilização desses objetos chamou a atenção durante a inspeção por não atender às condições adequadas para um ambiente destinado à assistência em saúde.
Falhas na limpeza do laboratório
No laboratório de prótese, a fiscalização identificou problemas no processo de higienização. Segundo as informações divulgadas pela Vigilância Sanitária, a limpeza de materiais e equipamentos era realizada de maneira inadequada, com utilização de produtos e utensílios domésticos, como detergente, esponja e escova de madeira.
A situação é especialmente preocupante porque ambientes destinados a procedimentos odontológicos precisam seguir medidas de higiene e controle para reduzir o risco de contaminação de pacientes e profissionais.
Outro problema encontrado durante a vistoria foi a presença de baratas em armários utilizados para armazenar materiais de ortodontia.

A fiscalização também apontou que dispositivos médicos que já haviam sido esterilizados estavam armazenados em condições consideradas inadequadas, comprometendo a segurança e a integridade dos materiais.
A presença de pragas em locais destinados ao armazenamento de materiais utilizados no atendimento odontológico aumenta o risco de contaminação do ambiente e dos produtos.
Fiação elétrica exposta
Além das irregularidades sanitárias, os fiscais encontraram fiação elétrica exposta em áreas destinadas ao atendimento e ao trabalho.
A condição foi considerada outro fator de risco dentro do estabelecimento, tanto para os pacientes quanto para os profissionais que trabalhavam no local.
Diante do conjunto de problemas encontrados durante a fiscalização, a Vigilância Sanitária determinou a interdição do consultório odontológico.
O caso deverá seguir os procedimentos administrativos previstos para esse tipo de ocorrência, com a adoção das medidas necessárias para que o estabelecimento possa voltar a funcionar somente após a regularização das condições apontadas pela fiscalização.
A ação faz parte do trabalho de fiscalização sanitária realizado para verificar o cumprimento das normas e reduzir riscos à saúde da população. Cametá possui uma unidade de Vigilância Sanitária registrada na estrutura do Sistema Único de Saúde.
Até o momento, não foram localizadas informações públicas sobre eventual manifestação do responsável pelo consultório a respeito das irregularidades apontadas ou sobre as medidas adotadas para a regularização do estabelecimento.