Um professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) está entre as quatro pessoas mortas durante uma chacina registrada na manhã desta segunda-feira (17), dentro de uma residência localizada na Avenida São Jorge, no bairro São Jorge, zona Oeste de Manaus.
Ufam lamenta morte de professor vítima de chacina no São Jorge, em Manaus
A vítima foi identificada como Guilherme Pereira Lima Filho, de 66 anos, professor da Faculdade de Educação (Faced) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Segundo informações repassadas por familiares e pessoas próximas, ele morava na residência onde o crime aconteceu.

Além de Guilherme, outras três pessoas morreram no ataque. Entre elas estão Francisco Chagas, de 81 anos, e Isabela Chagas, de 28 anos, que, segundo relatos de moradores, eram pai e filha. A quarta vítima foi identificada como Alcilene, que chegou a ser socorrida após o ataque, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com o delegado que esteve no local, a Polícia Militar foi acionada pelo telefone 190 após receber informações sobre um possível homicídio. Ao chegarem à residência, os policiais encontraram três pessoas já mortas e uma ainda com vida.
A sobrevivente recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhada para uma unidade hospitalar. Posteriormente, foi confirmada a morte de Alcilene.

Ainda segundo o delegado, as quatro vítimas sofreram agressões provocadas por arma branca. A autoridade informou que dois mortos eram homens e uma das vítimas fatais era mulher, enquanto a outra mulher foi socorrida inicialmente.
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O cenário encontrado pela polícia indicava que dois corpos estavam em um quarto e outro estava no corredor da residência. Os investigadores ainda não conseguiram determinar se houve luta corporal ou qual das vítimas seria o principal alvo da ação.
A sobrevivente teria relatado inicialmente aos policiais que pessoas teriam invadido a residência e agredido os moradores. A polícia, no entanto, ainda não confirmou quantos suspeitos participaram da ação. Questionado sobre a possibilidade de mais de um autor, o delegado afirmou que isso é possível, mas que a investigação ainda está em andamento.
Equipes policiais foram mobilizadas para realizar diligências e ouvir testemunhas. O delegado informou que, neste momento, não poderia revelar detalhes sobre possíveis suspeitos ou a motivação do crime para não prejudicar as investigações.
A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) deverá conduzir a investigação. O Instituto Médico Legal (IML) também foi acionado para realizar a remoção dos corpos.
A chacina causou comoção entre familiares e moradores do São Jorge. Durante a manhã, dezenas de pessoas acompanharam a movimentação policial e a saída dos corpos da residência.
A autoria e a motivação do crime ainda são desconhecidas e serão investigadas pela polícia.