MP do Pará denuncia 20 suspeitos de integrar esquema de extorsão com delegados que teria movimentado quase R$ 3 milhões

Entre os denunciados estão delegados, promotores, um procurador, policiais civis, advogados e servidores; grupo teria cobrado propina de pessoas investigadas.
Redação Imediato Online
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O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) denunciou 20 pessoas suspeitas de integrar um grupo criminoso que teria obtido quase R$ 3 milhões de forma ilícita. A denúncia foi apresentada nesta sexta-feira (14) e encaminhada à Justiça.

Segundo as investigações, o grupo teria utilizado a própria estrutura do sistema de Justiça e de segurança pública para extorquir pessoas que eram alvo de investigações conduzidas pela organização.

De acordo com o MPPA, inquéritos policiais eram instaurados com o objetivo de pressionar os investigados e, posteriormente, cobrar valores em troca de favorecimentos nos procedimentos. A negociação das supostas vantagens indevidas seria feita diretamente com advogados das partes, com o apoio de servidores.

Entre os denunciados estão delegados, promotores, um procurador, policiais civis, advogados, servidores públicos e outras pessoas apontadas como participantes do esquema.

Crimes teriam ocorrido entre 2021 e 2026
As investigações apontam que os crimes teriam ocorrido entre 2021 e 2026. O caso começou a ser apurado em 2024, a partir de uma investigação relacionada a suspeitas de irregularidades envolvendo cartórios.

Entre os nomes citados na denúncia está o do delegado Arthur Afonso Nobre de Araújo Sobrinho. Ele chegou a ser preso em 2024 em outra investigação relacionada a supostos golpes milionários contra bancos no Pará e posteriormente foi exonerado do cargo.

Outros denunciados também estão afastados de suas funções.

MP pede mais de R$ 5,8 milhões em indenização
Entre os crimes atribuídos aos denunciados estão lavagem de dinheiro, corrupção, prevaricação e concussão.

Na ação, o MPPA pede que os acusados sejam responsabilizados e condenados ao pagamento de mais de R$ 5,8 milhões por danos morais coletivos. O órgão também requer a exoneração dos servidores envolvidos, conforme os pedidos apresentados à Justiça.

As investigações são conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Segundo o Ministério Público, o trabalho continua e novas pessoas podem ser denunciadas caso sejam identificados indícios de participação no esquema.

As acusações ainda serão analisadas pela Justiça, e os denunciados terão direito à ampla defesa e ao contraditório.

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