A deputada estadual Alessandra Campelo (PSD) cobrou justiça pelo assassinato de Camila Vitória Fritz da Silva durante o Seminário dos 20 anos da Lei Maria da Penha, realizado nesta terça-feira (11), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), em Manaus.

Presidente da Procuradoria Especial da Mulher da Aleam, a parlamentar falou sobre o caso diante da mãe da vítima, a assistente social Ednelza Fritz, que participou do evento. Segundo Alessandra, o julgamento do policial militar acusado pela morte de Camila, que estava previsto para ocorrer no dia 18 de agosto, foi adiado para outubro.
A deputada afirmou que a Procuradoria da Mulher acompanha o processo desde que tomou conhecimento do crime e que continuará monitorando o caso.

“Por uma manobra jurídica, o julgamento que ia acontecer dia 18 mudou para outubro. A Procuradoria da Mulher está acompanhando esse caso desde a hora que foi informada do crime até hoje, e seguirá acompanhando”, declarou.
Durante a manifestação, Alessandra também se dirigiu à mãe de Camila e destacou a mobilização dela em busca de justiça pela filha.
“Ednelza, você é uma pessoa corajosa e representa as mulheres porque eu não sei, como mãe, se eu teria força para seguir como você segue forte, lutando por justiça. Quero te agradecer por transformar o teu luto em luta e por inspirar tantas mulheres a lutar por justiça”, afirmou.
A fala foi seguida por aplausos dos participantes que estavam no Auditório Belarmino Lins.
Caso Camila Fritz
Camila Vitória Fritz da Silva foi morta na madrugada de 4 de novembro de 2023, em um condomínio localizado no bairro Lago Azul, na zona Norte de Manaus.
O principal suspeito apontado pela investigação à época foi o policial militar Olímpio Gomes Maia, que era companheiro da vítima. Segundo informações divulgadas após o crime, Camila foi atingida por um disparo de arma de fogo na cabeça e morreu no local.
O policial militar foi preso em flagrante e levado para o 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP).
Relatos divulgados na época indicaram que Camila pretendia encerrar o relacionamento e teria demonstrado preocupação com a própria segurança. Testemunhas também relataram discussões anteriores entre o casal.
Camila deixou um filho, que tinha quatro anos quando a mãe foi morta.
Poucos dias após o crime, em novembro de 2023, Alessandra Campelo já havia se manifestado sobre o caso e cobrado a responsabilização do autor. Na ocasião, a Assembleia Legislativa informou que a Procuradoria Especial da Mulher acompanhava a situação.
Julgamento foi adiado
O julgamento do policial militar, inicialmente previsto para 18 de agosto de 2026, foi adiado para outubro, conforme informado pela deputada durante o seminário.
A Procuradoria Especial da Mulher informou que continuará acompanhando o andamento do processo.
O adiamento ocorre quase três anos após a morte de Camila e voltou a ser mencionado durante uma programação voltada ao debate sobre mecanismos de prevenção e enfrentamento à violência contra mulheres.
Seminário debate 20 anos da Lei Maria da Penha
O Seminário dos 20 anos da Lei Maria da Penha foi promovido pela Procuradoria Especial da Mulher da Aleam e reuniu representantes da rede de proteção, profissionais, lideranças e integrantes de instituições ligadas à defesa dos direitos das mulheres.

A programação abordou os avanços obtidos desde a criação da legislação e os desafios relacionados à prevenção da violência, acolhimento das vítimas, proteção e responsabilização dos agressores.
A deputada Mayara Dias (PSD), Subprocuradora Especial da Mulher da Aleam, também participou do seminário.
Durante o evento, o caso de Camila foi citado como parte das discussões relacionadas à violência contra a mulher e à necessidade de acompanhamento dos processos envolvendo vítimas de feminicídio.
A Procuradoria Especial da Mulher informou que mantém entre suas frentes de atuação o acompanhamento de casos de violência contra meninas e mulheres no Amazonas.