Com o fim das férias escolares de julho, pais de alunos voltam a se preocupar com os gastos para o retorno às aulas no segundo semestre de 2026. Levantamento do DIEESE/PA aponta que o giz de cera jumbo, da marca Faber-Castell, foi o item que mais encareceu no período, com alta de 21,39% em relação ao mesmo período de 2025, puxando o aumento geral da cesta de material escolar.
Diferentemente do início do ano letivo, quando ocorre a compra da maior parte dos itens, neste retorno às aulas os gastos são menores, mas ainda assim impactam o orçamento familiar. O cenário exige equilíbrio financeiro, já que muitas famílias também tiveram despesas recentes com o período de férias.
Na Grande Belém, a maioria dos produtos da cesta de material escolar já está disponível em papelarias, livrarias e lojas de departamento. No entanto, a oferta é mais limitada em comparação ao começo do ano, já que muitos comerciantes não renovam os estoques para o segundo semestre, comercializando produtos remanescentes do início do ano letivo.
De acordo com o DIEESE/PA, grande parte dos itens está mais cara em relação ao segundo semestre de 2025, com reajustes que, em alguns casos, ultrapassam 20% — mais que o dobro da inflação acumulada nos últimos 12 meses, estimada em 4,6%. Apesar disso, alguns produtos apresentaram leve recuo em relação aos preços praticados em janeiro deste ano.
A pesquisa foi realizada entre os dias 27 e 30 de julho de 2026, com coleta de preços de cerca de 50 itens em estabelecimentos da Região Metropolitana de Belém. Além do giz de cera (21,39%), outros produtos que registraram altas expressivas foram o corretivo líquido (15,38%), borracha (14,46%), cola (14,06%) e cartolina (13,30%).
Os cadernos, um dos principais itens da lista escolar, também apresentaram aumento superior a 10% no período. Os preços variam conforme tamanho, marca e personagens, podendo custar entre R$ 19,99 e mais de R$ 60. Já os chamados “cadernos inteligentes”, personalizáveis, podem ultrapassar R$ 160, dependendo dos acessórios, representando quase 10% do salário mínimo.
Outro item de peso no orçamento são as mochilas, que também ficaram mais caras. Os preços variam entre R$ 39,90 e mais de R$ 500, dependendo da marca e do modelo. O fardamento escolar também sofreu reajustes e, em alguns casos, pode superar a inflação em mais de 5%.