Seis policiais militares foram denunciados pelo Ministério Público do Pará (MPPA) por suspeita de envolvimento no furto de 448 cabeças de gado em propriedades rurais de São Félix do Xingu, no sul do estado. Conforme a denúncia, os crimes ocorreram entre os dias 10 e 16 de fevereiro deste ano.
Entre os denunciados está um major do 36º Batalhão da Polícia Militar, além de cabos e soldados. O grupo também responde, segundo o Ministério Público, por suspeitas de abuso de autoridade, peculato e abandono de posto.
A investigação aponta que os militares teriam entrado em fazendas sem autorização judicial e pressionado funcionários para entregar os animais. Em outros episódios, os policiais teriam abordado veículos que transportavam o gado para comercialização ou abate.
Carga com 19 animais foi apreendida
Um dos casos citados pelo MPPA envolve um motorista que transportava 19 bois. Segundo a denúncia, o veículo foi abordado pelo major e toda a carga acabou apreendida.
Os policiais teriam alegado que havia irregularidades no transporte dos animais e levantado a suspeita de que o gado estaria sendo criado em uma área de reserva. A ocorrência foi posteriormente encaminhada à Polícia Civil.
Ministério Público aponta contradições
As declarações dadas pelos policiais durante a investigação também foram analisadas pelo MPPA.
De acordo com a denúncia, um dos militares relatou que teria ocorrido um confronto armado em uma das propriedades e que dois suspeitos haviam sido presos. O Ministério Público afirma, porém, que não encontrou registro de uma ocorrência com essas características na Delegacia de São Félix do Xingu.
Ainda segundo a acusação, um dos seis policiais teria participado do planejamento da ação, mas não teria atuado diretamente na retirada dos animais.
Os seis militares foram denunciados por furto, abuso de autoridade, peculato e abandono de posto. A denúncia ainda será analisada pela Justiça.
O que diz a Polícia Militar
Por meio de nota, a Polícia Militar informou que a Corregedoria da instituição está apurando o caso. A corporação não informou se os policiais denunciados foram afastados das funções.