Remo vira filme: documentário sobre acesso histórico estreia em Belém | VEJA O TRAILER

Documentário sobre o acesso histórico do Clube do Remo à Série A estreia em Belém e destaca a emoção da torcida após 32 anos de espera
Redação Imediato Online
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O torcedor azulino já tem encontro marcado: o documentário sobre o acesso histórico do Clube do Remo à Série A do Campeonato Brasileiro estreia nesta quinta-feira (30), às 20h, no Cine Líbero Luxardo, em Belém. A produção promete reviver a emoção do retorno à elite após 32 anos, mas com um olhar que vai além das quatro linhas.

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Intitulado “O Filho da Glória e do Triunfo – 32 anos e 90 minutos”, o longa de 70 minutos deixa em segundo plano a sequência de jogos e resultados para mergulhar nos sentimentos que marcaram a campanha. A narrativa aposta na relação entre clube, torcida e cidade para contar uma história de fé, sofrimento e celebração.

O filme acompanha a transformação de uma longa espera — que atravessou gerações — até o momento que encerrou o jejum de mais de três décadas. Entre os capítulos, estão os períodos difíceis enfrentados pelo Remo, incluindo o tempo sem divisão nacional, até a conquista do tão sonhado acesso.

Com imagens de arquivo, registros da campanha e cenas das arquibancadas, o documentário coloca a torcida como protagonista. Depoimentos de torcedores, jornalistas, dirigentes e personagens ligados ao clube ajudam a mostrar como o futebol se mistura à memória e à identidade do paraense.

A produção também estabelece um paralelo entre duas das maiores manifestações populares do Pará: o Clube do Remo e o Círio de Nazaré. Ao cruzar imagens das duas celebrações, o filme evidencia sentimentos em comum, como fé, esperança e o forte vínculo coletivo.

Durante a narrativa, o público revisita as emoções da campanha, desde as superstições criadas pelos torcedores até as promessas e orações feitas nos momentos decisivos.

A ideia do documentário surgiu justamente na partida que confirmou o acesso. No confronto entre Remo e Goiás, o diretor Adriano Barroso foi ao estádio com uma equipe reduzida para gravar imagens de um possível curta. A intensidade do momento, no entanto, mudou os planos.

“Quando fui àquele jogo contra o Goiás, com uma equipe enxuta para registrar imagens para um curta, eu sabia que, se a gente perdesse ou ganhasse, teria um filme. Mas o evento era grande demais para caber em dez minutos. Fomos para cima e fizemos o longa”, relembra o diretor.

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