Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu o sul do Japão na tarde desta terça-feira (29, horário local), equivalente às 4h27 no horário de Brasília. Segundo as informações divulgadas até o momento, ao menos 50 pessoas ficaram feridas, enquanto equipes de resgate atuam em áreas atingidas pelo tremor.
De acordo com a primeira-ministra, Sanae Takaichi, dezenas de pessoas foram hospitalizadas. A imprensa japonesa também informou que entre 20 e 30 pessoas podem estar desaparecidas após o desabamento parcial do Aeon Mall Kumamoto, localizado no município de Kashima. Há relatos de vítimas presas sob os escombros.

Além do shopping, pelo menos 12 edifícios desabaram. A emissora pública NHK informou que quatro desses imóveis tinham pessoas presas, enquanto imagens exibidas pela televisão japonesa mostram prédios em chamas, vias com grandes rachaduras, trechos de rodovias elevadas danificados e um trem de carga descarrilado.
O alerta de tsunami, emitido inicialmente pela Agência Meteorológica do Japão para ondas de até um metro de altura, foi suspenso pouco depois. Mesmo assim, o terremoto provocou interrupções no fornecimento de energia, deixando mais de 45 mil imóveis sem eletricidade em Kumamoto, segundo a Kyushu Electric Power.
O tremor também afetou o sistema de transportes. A operadora ferroviária JR Kyushu suspendeu parte dos serviços, incluindo linhas do trem-bala Shinkansen, para inspeções de segurança. O aeroporto de Kumamoto fechou a pista, o que levou ao cancelamento e desvio de voos.
A Autoridade Japonesa de Regulação Nuclear informou que não foram registradas anomalias nas usinas nucleares da região. As inspeções em infraestruturas estratégicas continuam.