A pastora e pré-candidata a deputada estadual pelo PL, Renata Vieira, voltou a comentar o episódio de agressão envolvendo um entregador de móveis em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e reforçou a tese de que a confusão teria sido motivada por questões políticas. Segundo ela, o caso estaria ligado às posições que defende e a manifestações feitas dentro do condomínio onde reside.
Quando o episódio ganhou repercussão, Renata afirmou que o entregador a reconheceu como pré-candidata do partido, passou a fazer ofensas de cunho político e, posteriormente, teria iniciado agressões físicas. De acordo com a versão apresentada por ela, houve chutes, socos e beliscões durante a discussão.
Em declarações posteriores, Renata Vieira reconheceu que errou ao reagir de forma violenta, mas sustentou que agiu em resposta às agressões que diz ter sofrido. “Eu sei que eu errei porque eu poderia não ter revidado o ‘bicudo’ que ele me deu, com um tapa. Eu poderia não ter pegado ele pela blusa e não ter entrado em luta combativa com ele. Eu fiz tudo errado”, afirmou.
A pré-candidata também declarou que tentou impedir que o trabalhador levasse de volta os móveis que seriam entregues em sua residência, o que teria contribuído para a escalada do conflito. Ela afirma que as agressões teriam ocorrido em um ponto fora do alcance das câmeras de segurança do local.
A Polícia Civil de Minas Gerais informou, por meio de nota, que já ouviu tanto a pastora quanto o entregador e instaurou procedimento para apurar os fatos. As investigações buscam esclarecer como a confusão começou e qual foi a participação de cada um dos envolvidos.
A reportagem também entrou em contato com o Ministério Público de Minas Gerais, que ainda não se manifestou até o momento.
Por outro lado, pessoas ligadas ao entregador apresentam uma versão diferente do ocorrido. Segundo relatos, o trabalhador estava sozinho para descarregar um sofá de cinco lugares e teria informado que retornaria com outro funcionário para realizar a entrega com segurança.
De acordo com essa versão, Renata Vieira não teria aceitado aguardar e a discussão teria começado justamente por causa da entrega do móvel. Até agora, o entregador não concedeu entrevista pública sobre o caso.
A Polícia Civil segue investigando o caso e não descarta a análise de novas imagens que possam contribuir para esclarecer a dinâmica dos fatos.