Duas mulheres identificadas como Jéssica Muniz e Sara Muniz foram presas na manhã desta quarta-feira (22), durante uma operação da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) que investigava a prática ilegal da medicina em duas clínicas de estética localizadas nos bairros Adrianópolis, na Zona Centro-Sul, e São José, na Zona Leste de Manaus.
A ação cumpriu dois mandados de busca e apreensão e resultou na interdição dos estabelecimentos, que, segundo as investigações, funcionavam de forma irregular oferecendo procedimentos estéticos e cirúrgicos sem a presença de profissionais habilitados.
Durante a operação, os policiais flagraram as suspeitas prestes a realizar uma ninfoplastia, procedimento cirúrgico na região íntima feminina cuja execução é permitida exclusivamente a médicos. Conforme a Polícia Civil, nenhuma das mulheres possuía formação em Medicina.
De acordo com o delegado Jorge Arcanjo, responsável pelas investigações, as diligências ocorreram simultaneamente nas duas clínicas com o objetivo de interromper atendimentos que colocavam em risco a saúde das pacientes.
Além da cirurgia íntima, as investigadas anunciavam nas redes sociais diversos procedimentos estéticos, como aplicação de botox, preenchimento facial e labial, bioestimuladores de colágeno, limpeza de pele, peeling, tratamentos para acne e manchas, criolipólise, radiofrequência, lipo sem corte e procedimentos corporais. As investigações também apontam que eram realizados procedimentos em regiões íntimas.
Durante o cumprimento dos mandados, a polícia apreendeu equipamentos e materiais utilizados nos atendimentos, que serão submetidos à perícia. As clínicas foram interditadas com o apoio da 4ª e da 18ª Delegacias Integradas de Polícia (DIP).
Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após denúncias de clientes que relataram complicações e resultados insatisfatórios após os procedimentos realizados nas clínicas. Os relatos motivaram a abertura do inquérito para apurar a atuação das suspeitas.
As duas mulheres foram encaminhadas à unidade policial, onde permaneceram à disposição da Justiça. A identidade completa delas foi divulgada pelas autoridades durante a operação.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar possíveis novas vítimas, verificar a extensão das atividades ilegais e apurar se outras pessoas participaram do esquema.