Nova vítima denuncia golpe da falsa carta de crédito após reportagem do Imediato Rondônia

Homem afirma ter pago mais de R$ 5 mil acreditando que receberia crédito de R$ 35 mil para comprar um carro.
Redação Imediato Online
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Uma nova vítima procurou a Polícia Civil para denunciar um suposto golpe envolvendo a venda de cartas de crédito contempladas, após assistir à reportagem publicada pelo Imediato Rondônia sobre o caso.

Segundo o boletim de ocorrência, João relatou que, em janeiro de 2025, viu um anúncio de um veículo avaliado em R$ 35 mil divulgado no Facebook. Durante a negociação, foi informado de que poderia adquirir o automóvel por meio de uma carta de crédito já contemplada.

Convencido da proposta, o homem pagou R$ 5.074 de entrada, divididos em duas transferências via PIX para uma conta em nome de B. O. P (nome abreviado).

Posteriormente, também quitou uma parcela de R$ 559 referente ao consórcio.

A vítima afirma que somente depois descobriu que o contrato firmado não era de uma carta de crédito contemplada, mas sim de um consórcio convencional. Segundo ele, essa informação nunca foi esclarecida durante a negociação e, ao tentar cancelar o contrato, foi informado de que teria o CPF sujo em dívida.

Em depoimento, João informou ainda que, na época da negociação, os pagamentos eram direcionados a uma instituição identificada como BSV Private, sediada em Fortaleza.

Em áudio do suspeito via WhatsApp, ele afirmava para a vítima, que aguardava autorização do banco para a liberação do veículo. O tempo foi passando e isso nunca aconteceu. Posteriormente, o suspeito começou jogar o problema para a responsabilidade da gerente do “banco”. Atualmente, os canais de comunicação do banco se encontram inexistente.

Após tomar conhecimento da prisão do suspeito e da reportagem divulgada pelo Imediato Rondônia no último dia 8 de julho, a vítima decidiu procurar a Polícia Civil para registrar a ocorrência.

Na semana passada, outras seis pessoas também compareceram à delegacia relatando prejuízos semelhantes. Conforme as denúncias, o investigado teria alterado o CNPJ da empresa utilizada nas negociações e passado a operar por meio de outra instituição financeira, identificada pelas vítimas como Fintter.

Os casos são investigados pela Polícia Civil, que apura a possível prática de estelionato e verifica se há outras pessoas lesadas pelo mesmo tipo de negociação.

A defesa do investigado informou anteriormente que não houve fraude e sustenta que o caso decorre de um desacordo contratual. Segundo o advogado, todos os esclarecimentos serão apresentados no decorrer das investigações.

 

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