Amazonas registra alta de quase 38% em casos de estupro de vulnerável em 2026

O número é 37,99% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando houve 458 casos
Redação Imediato Online
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O estado do Amazonas registrou um aumento expressivo de quase 38% nos casos de estupro de vulnerável nos primeiros meses de 2026. Entre janeiro e maio, foram contabilizadas 632 vítimas, o que representa uma média de quatro ocorrências por dia. O número é 37,99% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando houve 458 casos.

Os dados são do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, e refletem uma escalada preocupante desse tipo de crime no estado. A taxa estimada também apresentou crescimento significativo, passando de 10,60 para 34,78 vítimas por 100 mil habitantes na comparação entre os períodos analisados.

De acordo com a legislação brasileira, o crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal, envolve vítimas menores de 14 anos ou pessoas que não possuem capacidade de consentimento ou de resistência, em razão de enfermidade ou outra condição.

Aumento dos números

Ao longo dos cinco primeiros meses do ano, os registros apresentaram tendência de alta. Em janeiro, foram 86 vítimas notificadas. O número subiu para 99 em fevereiro e alcançou 142 em março. Em abril, houve uma leve redução para 132 casos, mas em maio o índice atingiu o pico, com 173 registros.

Do total de vítimas contabilizadas em 2026, a maioria é do sexo feminino, com 555 casos. Também foram registrados 62 vítimas do sexo masculino, enquanto em 15 ocorrências o sexo não foi informado.

Ao longo do primeiro semestre de 2026, operações realizadas por forças de segurança resultaram na prisão de investigados por suspeita de estupro de vulnerável em diferentes municípios do Amazonas. As ações foram conduzidas principalmente pela Polícia Civil, com apoio de outras instituições, e fazem parte de investigações que seguem em andamento.

foto: reprodução- Fonte: Sinesp

Casos recentes

Em março, um homem de 50 anos, indígena da etnia Apurinã, foi preso por determinação da Justiça durante uma apuração que investiga suspeitas de violência sexual contra a própria neta, de 12 anos. A adolescente engravidou, e, segundo as investigações, há indícios de que o investigado seja o pai da criança. O caso segue sob análise do Judiciário.

No mês de maio, outro caso levou à prisão preventiva de um homem de 26 anos no município de Santo Antônio do Içá. Ele é investigado por suspeita de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 13 anos. De acordo com a Polícia Civil, a medida foi solicitada após a coleta de depoimentos e a realização de diligências. As investigações continuam.

Já em junho, um soldado da Polícia Militar do Amazonas foi preso em Manaus em cumprimento a mandado judicial. Ele é suspeito de envolvimento em casos de violência sexual contra duas adolescentes. Durante a operação, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão, e o caso passou a ser acompanhado pela Polícia Civil, permanecendo em tramitação na Justiça.

Investigações em andamento

As autoridades destacam que as investigações seguem em curso e reforçam a importância da denúncia de crimes dessa natureza, além do acompanhamento rigoroso por parte dos órgãos de segurança pública para garantir a responsabilização dos envolvidos.

As informações consolidadas pelo Sinesp têm como base dados enviados pelas secretarias estaduais de segurança pública, além de registros da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. Especialistas apontam que o aumento pode estar relacionado tanto à maior incidência dos crimes quanto ao avanço na notificação e registro das ocorrências.

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