Motoristas de aplicativo realizaram uma manifestação na terça-feira (14), para protestar contra o aumento no preço dos combustíveis, que tem impactado diretamente a renda da categoria, em frente à sede do Procon, em Manaus. O valor da gasolina na capital amazonense já ultrapassa R$ 7,39 em diversos postos, enquanto o etanol chega a R$ 4,99, segundo levantamento feito pelos próprios trabalhadores.
De acordo com representantes da categoria, a alta constante no preço da gasolina tem tornado a atividade cada vez menos viável economicamente. Os motoristas afirmam que trabalham entre 10 e 12 horas por dia e, ainda assim, mais da metade do faturamento diário é comprometida com combustível e taxas das plataformas de transporte.
O presidente da associação dos motoristas de aplicativo de Manaus, Lucemir Andrade, destacou que a situação é considerada insustentável. Segundo ele, além dos custos operacionais elevados, os profissionais enfrentam tarifas consideradas baixas pelas corridas, o que reduz ainda mais a margem de lucro.
A vice-presidente, Érica Carvalho, também criticou a defasagem nos valores pagos pelos aplicativos, afirmando que: “o valor recebido por quilômetro rodado não cobre sequer o custo de um litro de gasolina, as corridas chegam a pagar entre R$ 1,10 e R$ 1,20 por quilômetro, valor considerado insuficiente diante dos preços praticados nos postos” confirma a motorista.

Os manifestantes defendem que um preço mais justo da gasolina, em torno de R$ 6,59, permitiria melhores condições de trabalho para a categoria. Eles também cobram maior fiscalização e transparência na formação dos preços dos combustíveis na capital amazonense.
Precificação da gasolina
No ponto de vista dos trabalhadores, há grande variação nos valores entre os postos, mas a maioria pratica preços acima de R$ 7,00 por litro. A categoria também questiona a atuação de distribuidoras e refinarias, alegando que os aumentos não são devidamente repassados de forma justa ao consumidor final.
O protesto
Durante o protesto, os motoristas destacaram que a mobilização é pacífica e busca chamar a atenção não apenas das autoridades, mas também da população, já que o impacto do preço dos combustíveis afeta toda a cadeia de serviços e o custo de vida.
Os trabalhadores afirmam que pretendem ampliar o movimento, convocando outras lideranças e motoristas para novas manifestações, caso não haja redução nos preços. Segundo eles, atos anteriores já contribuíram para quedas pontuais nos valores, o que reforça a importância da mobilização coletiva.
De acordo com estimativas da categoria, um motorista que trabalha cerca de 12 horas por dia pode gastar até R$ 250 apenas com combustível, enquanto a renda total diária gira em torno de R$ 400, o que evidencia o peso dos custos na atividade.
Os manifestantes também cobram maior atuação de autoridades políticas e órgãos de fiscalização para garantir equilíbrio no mercado e melhores condições para os trabalhadores, considerados essenciais para a mobilidade urbana da cidade.