O som das guitarras distorcidas e a energia inconfundível do rock’n’roll tomaram conta do centro de Manaus neste domingo. Antecipando o Dia Mundial do Rock — celebrado oficialmente em 13 de julho —, a tradicional Praça do Congresso se transformou no epicentro da cultura underground amazonense, recebendo um público apaixonado e diversas bandas locais em um evento totalmente gratuito que se estende até o final da noite.
A festa, que começou no início da tarde, atrai pessoas de todas as idades, reforçando que o gênero musical segue vivo e passando de geração em geração. A repórter Heloísa Lima esteve no local acompanhando de perto a movimentação e a vibração do público manauara.
A voz de quem faz a festa
No meio da multidão, a fidelidade ao evento chama a atenção. O espectador Veloso, que acompanha os shows desde a juventude, destaca a importância do festival para a cena local. “Frequento a praça desde os 15 anos, antes mesmo da reforma. O Dia Mundial do Rock sempre foi aqui. É um evento importante para a nação amazonense e mundialmente. Vale a pena vir curtir”, convoca o fã de rock.
Para Zubi Rigorazzi, que frequenta o evento há quase 30 anos — levada pelo pai desde os 8 anos de idade —, o rock tem o poder de se reinventar. “O rock é muito irreverente, o novo sempre vem mudando para melhor. Acredito que vai continuar, essa geração de hoje em dia é muito boa”, afirma.
26 anos de história e fomento ao som autoral
Por trás da megaestrutura montada com palcos, barracas e som de alta qualidade, está a dedicação de uma equipe que trabalha incansavelmente. O grande idealizador desse movimento é o conhecido Monteiro do Rock. Sentado nos bastidores, mas de olho em cada detalhe, ele relembrou como o festival nasceu, há mais de duas décadas.
“Um dia, conversando aqui mesmo na praça, descobrimos que só três capitais no Brasil comemoravam a data. Fizemos contatos, conseguimos um trio elétrico gigante vindo de Parintins e fizemos a primeira edição. Depois disso, o ‘vírus’ do rock and roll nos consumiu e não parou mais”, relata Monteiro.
Hoje, na sua 26ª edição, o evento amadureceu e ganhou um propósito claro: ser uma plataforma para as bandas locais. “O projeto itinerante busca resgatar a banda autoral e o rock underground. As bandas cover são necessárias e todo mundo sobrevive delas, mas o som autoral é o nosso foco principal. Vamos seguir essa linha até o último riff”, decreta o organizador, que espera passar o bastão para as novas gerações no futuro.
Ainda dá tempo de curtir
Com bandas de peso da cena local no line-up — incluindo nomes como Vênus, Low Cross, R4 e Crepúsculo —, o festival segue a todo vapor.
Para quem está em casa no domingo à tarde procurando uma programação de qualidade, o convite está feito. Vista sua camisa preta, chame os amigos ou a família e vá para o centro da cidade. A organização possui alvará de funcionamento até as 22h45, garantindo som pesado e diversão segura até o fim da noite.
Serviço
- Evento: Comemoração do Dia Mundial do Rock (26ª Edição)
- Local: Praça do Congresso, Centro – Manaus (AM)
- Horário: Até as 23h
- Entrada: Gratuita