A Justiça Federal do Amazonas revogou nesta terça-feira (7) a prisão preventiva do investigador da Polícia Civil Luciano de Souza Grangeiro, que havia sido preso no dia 9 de junho durante a Operação Piloto de Fuga. A ação foi deflagrada pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) e pelo Ministério Público Federal (MPF), com apoio operacional da Polícia Federal.
A decisão judicial ocorre após a apresentação de novos elementos no curso das investigações, que levaram à revisão da medida cautelar. Até o momento, o teor completo da decisão não foi divulgado pelas autoridades.

Desde o início do caso, a defesa do investigador sustentava que ele não tinha participação no crime investigado. Segundo os advogados, havia provas de que Luciano estava em sua residência no momento dos fatos, tendo saído apenas para buscar os filhos em uma academia próxima. A defesa também afirmou que, durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, nenhum material foi encontrado que o ligasse à investigação.
Durante o período de 28 dias em que permaneceu preso, surgiu um novo elemento considerado relevante para o caso. De acordo com a defesa, um homem que se apresentou como o verdadeiro motorista do veículo investigado compareceu à Justiça. Ainda conforme essa versão, o indivíduo, apontado como policial militar, declarou ser o responsável pela condução do veículo no dia do fato e afirmou que Luciano de Souza Grangeiro não teve envolvimento no episódio.
As novas informações passaram a integrar o inquérito policial e antecederam a decisão que resultou na revogação da prisão preventiva do investigador, que havia sido apontado inicialmente como suspeito de participação no crime.
Apesar da revogação da medida, o processo não foi encerrado. As investigações continuam em andamento, e caberá às autoridades competentes concluir a apuração dos fatos antes de eventual oferecimento de denúncia ou arquivamento do caso.
A defesa informou que irá aguardar a conclusão do inquérito e o julgamento final antes de adotar possíveis medidas judiciais. Os advogados também alegam que a divulgação da imagem do investigador em diversos veículos de comunicação e redes sociais, associando-o ao crime, teria causado danos à sua reputação, questão que poderá ser discutida posteriormente nas esferas judiciais cabíveis.
Relembre o caso
O servidor foi detido em sua residência, no dia (09) de Junho, localizada no condomínio Quintas das Laranjeiras, no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.
Segundo a Polícia Federal, a prisão faz parte do aprofundamento das investigações sobre o roubo de uma carga de 77 quilos de ouro, apreendida em outubro de 2025. A carga é avaliada em aproximadamente R$ 50 milhões e representa a maior apreensão de ouro já registrada na história do Amazonas.