“Ele montou várias rotas de fuga, mas a polícia não desistiu”; Prisão de professor de jiu-jitsu vulgo ‘Esquisito’ nesta manhã

De acordo com as investigações, o homem prometia kimonos, pagava inscrições em competições e, em seguida, levava as jovens para motéis, onde cometia os abusos. Em ao menos um caso, ele teria obrigado uma vítima a produzir conteúdo sexual com um empresário em troca de benefícios.
Redação Imediato Online
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A Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) prendeu nesta manhã um homem de 47 anos, instrutor de jiu-jitsu, acusado de estupro de vulnerável, importunação sexual e exploração sexual. O suspeito, que estava foragido há mais de um mês, foi capturado em sua própria residência após intenso trabalho de investigação.

Segundo a autoridade policial responsável pela operação, a equipe da DEPCA vinha monitorando o homem desde que cumpriram mandado de busca e apreensão em sua casa, ocasião em que ele conseguiu fugir. “Estávamos atrás dele há mais de um mês. Ele prometeu se entregar por volta das 11h, mas não compareceu. Continuamos as investigações e confirmamos que ele ainda estava na residência”, detalhou a delegada.

A prisão ocorreu por volta das 6h20 da manhã. Ao perceber a chegada da polícia, o suspeito tentou escapar pulando para a laje da casa, onde havia preparado tábuas e rotas de fuga. No entanto, a equipe já havia mapeado todo o terreno e posicionado policiais em pontos estratégicos, impedindo a evasão. “Ele montou várias rotas de fuga, mas a polícia não desistiu. Nós não desistimos de nenhum abusador”, afirmou a autoridade.

Até o momento, sete vítimas foram identificadas, a maioria adolescentes que frequentavam o ambiente do jiu-jitsu. De acordo com as investigações, o homem prometia kimonos, pagava inscrições em competições e, em seguida, levava as jovens para motéis, onde cometia os abusos. Em ao menos um caso, ele teria obrigado uma vítima a produzir conteúdo sexual com um empresário em troca de benefícios.

Envolvidos
As investigações apontam que o instrutor usava sua influência no mundo do esporte para atrair novas vítimas, que ele próprio referia de forma velada como “meninas novas” ou “carne nova” para oferecer a patrocinadores e empresários. Essas pessoas também estão sendo investigadas por exploração sexual. A polícia reforçou que outras pessoas que ajudaram o suspeito, inclusive alguém que tentou avisá-lo durante a abordagem, serão responsabilizadas.

Inocência
O delegado-geral e o Departamento de Inteligência da Polícia Civil, liderado pela dra. Juliana Tuma, participaram ativamente das ações. A operação contou ainda com apoio da DEPCA. Durante a condução, o suspeito negou os crimes e alegou inocência. Questionado sobre o motivo de ter fugido se era inocente, ele permaneceu em silêncio.

A autoridade fez questão de destacar que o esporte não deve ser demonizado: “Infelizmente há abusadores que se aproveitam dessas condições para violentar adolescentes. O esporte continua sendo um ambiente sadio na grande maioria dos casos.”

Denúncia
Com o sucesso da prisão, a DEPCA reforça o pedido para que outras possíveis vítimas procurem a delegacia. “Muitas tinham medo por causa da influência dele no esporte. Mas a polícia e o Judiciário estão atuando com celeridade. A Justiça concedeu a decisão rapidamente e nós não vamos parar”, completou a delegada. A polícia informou que ele já foi encaminhado para exame de DNA e posteriormente ficará à disposição da Justiça. O caso segue em investigação.

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