URGENTE: Professor de jiu-jitsu Alcenor Alves Soeiro pega 178 anos e 5 meses de prisão por crimes sexuais de alunos no AM

O professor de jiu-jitsu Alcenor Alves Soeiro, de 56 anos, foi condenado a 178 anos e 5 meses de prisão por estupros e exploração sexual de menores. A sentença, proferida pela Justiça, representa uma vitória importante para as vítimas, embora ainda caiba recurso.
Redação Imediato Online
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Manaus (AM) – O professor de jiu-jitsu Alcenor Alves Soeiro, de 56 anos, foi condenado a 178 anos e 5 meses de prisão por estupros e exploração sexual de menores. A sentença, proferida pela Justiça, representa uma vitória importante para as vítimas, embora ainda caiba recurso.

Alcenor foi preso em novembro de 2024 em Balneário Camboriú (SC). As investigações da Polícia Civil apontam que ele abusou sexualmente de alunos entre 2011 e 2018. Pelo menos 12 vítimas já foram identificadas, e outras seis ainda aguardam para prestar depoimento.

Depoimentos chocantes

Um dos atletas, hoje com 23 anos, relatou em suas redes sociais o horror vivido na infância. Segundo ele, durante viagens para competições, Alcenor dava banho nas crianças e adolescentes e, à noite, os dopava com melatonina. “Acordávamos com o pênis dolorido, sem saber o que tinha acontecido”, desabafou o lutador.

A polícia apurou que o treinador usava presentes, favores e substâncias para dopar as vítimas e facilitar os abusos.

Três casos em menos de três anos

O caso de Alcenor abriu uma sequência de denúncias que chocou o Amazonas e ganhou repercussão nacional. Em menos de três anos, três professores de jiu-jitsu foram presos suspeitos de crimes sexuais contra alunos:

Novembro/2024 – Alcenor Alves Soeiro (preso em Santa Catarina);

Junho/2025 – Professor não identificado preso em Humaitá (interior do Amazonas), acusado de estuprar ao menos cinco meninos de 7 a 11 anos dentro da própria academia, que funcionava na residência dele;

Abril/2026 – Treinador Melqui Galvão, também policial civil, preso em São Paulo. Ele é investigado por abusos contra alunas em Manaus, incluindo uma adolescente de 12 anos na época dos fatos e outra de 17 anos que denunciou os atos durante uma competição internacional.

No caso de Melqui Galvão, a investigação envolveu cooperação entre as polícias de São Paulo e do Amazonas. Uma das vítimas, que atualmente mora nos Estados Unidos, prestou depoimento junto com a família.

Repercussão
Os casos expuseram a vulnerabilidade de crianças e adolescentes em ambientes esportivos que, muitas vezes, são vistos como espaços de proteção e disciplina. As denúncias só ganharam força após a prisão de Alcenor, que encorajou outras vítimas a procurarem as autoridades.

A condenação de Alcenor Alves Soeiro é considerada um marco na luta contra o abuso sexual no esporte amazonense, mas familiares e vítimas ainda aguardam o trânsito em julgado da sentença.

A reportagem tentou contato com a defesa do condenado, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. A Polícia Civil do Amazonas e o Tribunal de Justiça não se manifestaram oficialmente sobre o resultado do julgamento até o momento.

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