Advogado de defesa afirma que policiais militares presos estão em risco e critica estrutura do novo sistema prisional em Manaus

Até o momento, não houve divulgação de posicionamento detalhado das autoridades responsáveis sobre os critérios adotados para a transferência ou sobre as condições estruturais da nova unidade.
Redação Imediato Online
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A transferência de policiais militares custodiados realizada na noite da última terça-feira (12) em Manaus gerou grande movimentação, tensão e forte repercussão entre familiares, autoridades e equipes de segurança. A operação ocorreu no bairro Monte das Oliveiras, zona norte da capital, e envolveu um expressivo esquema de segurança.

De acordo com informações apuradas no local, cerca de 71 policiais militares presos foram transferidos em três ônibus para uma nova unidade prisional. A ação contou com o apoio de forças especializadas da Polícia Militar do Amazonas, incluindo Choque, Companhia de Policiamento Especializado (CPE) e Força Tática, além de grande presença de viaturas e agentes.

A movimentação chamou atenção de moradores e familiares dos custodiados, que permaneceram no entorno da unidade durante toda a operação, demonstrando preocupação com as condições da transferência e com o destino dos policiais.

O advogado de defesa, Henrique Vasconcelos, dos policiais militares, que acompanhou a operação, afirmou que a transferência representa uma situação de risco para os custodiados. Segundo ele, os policiais teriam sido encaminhados para uma unidade onde estariam em contato com presos comuns, o que, na avaliação da defesa, aumenta a possibilidade de conflitos internos.

Durante entrevista concedida ao Site Imediato, o advogado classificou o ambiente como inadequado e comparou a situação a um cenário de vulnerabilidade extrema, alegando que os policiais estariam expostos dentro do sistema prisional.

Ele também afirmou que a medida teria sido tratada como administrativa, sem a apresentação imediata de documentos que, segundo a defesa, seriam essenciais para justificar a decisão, como o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

A defesa ainda relatou que tentou diálogo com representantes da Vara de Execuções Penais do Amazonas (VEP-AM), mas não teria obtido resposta conclusiva sobre a decisão no momento da transferência.

Segundo o advogado, houve preocupação com a possibilidade de conflito durante a retirada dos policiais da unidade anterior. Ele afirmou que participou de articulações no local com representantes da segurança pública para evitar resistência e possíveis confrontos.

De acordo com seu relato, a intervenção ajudou a reduzir a tensão e permitiu que os custodiados fossem conduzidos aos ônibus sem episódios de violência, embora familiares tenham permanecido em estado de preocupação.

Outro ponto levantado pela defesa diz respeito à estrutura do novo espaço prisional. O advogado afirmou que a unidade já estaria em situação de alta ocupação e que a chegada de novos custodiados pode agravar a superlotação.

Ele também questionou a separação entre diferentes grupos de detentos dentro do complexo, alegando que, na prática, haveria convivência entre presos classificados em diferentes categorias, o que, segundo ele, aumenta a instabilidade do ambiente.

A defesa anunciou ainda que pretende ingressar com medida judicial, incluindo a possibilidade de mandado de segurança, para reavaliar a legalidade da transferência e as condições de custódia dos policiais militares.

Caso segue em análise
Até o momento, não houve divulgação de posicionamento detalhado das autoridades responsáveis sobre os critérios adotados para a transferência ou sobre as condições estruturais da nova unidade.

O caso segue repercutindo em Manaus e deve ter novos desdobramentos jurídicos nos próximos dias, especialmente após a promessa de ações judiciais por parte da defesa dos custodiados.

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