Um incêndio de grandes proporções assustou moradores do bairro Lago Azul, na zona norte de Manaus, na noite desta quarta-feira (22). As chamas atingiram o térreo de um prédio de quatro andares localizado na Rua 3, onde funciona um depósito de materiais recicláveis. Nos andares superiores, uma família reside no imóvel, o que aumentou ainda mais a tensão durante a ocorrência.
De acordo com informações apuradas no local, o fogo teria começado de forma repentina, sendo percebido inicialmente pela intensa fumaça escura que passou a sair do galpão. Em poucos minutos, o incêndio ganhou força, alimentado pela grande quantidade de materiais inflamáveis armazenados no espaço, como plásticos, papel e outros resíduos recicláveis.

O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas foi acionado rapidamente e enviou diversas equipes para conter as chamas. Ao todo, mais de 20 militares participaram da operação, utilizando pelo menos três viaturas. O trabalho exigiu esforço contínuo e coordenado, com os bombeiros atuando tanto no combate direto ao fogo quanto na retirada de materiais que poderiam intensificar o incêndio.
Moradores do imóvel conseguiram sair a tempo e, até o momento, não há registro de feridos. Ainda assim, o clima foi de desespero, especialmente pela incerteza sobre a proporção que o incêndio poderia alcançar. A possibilidade de o fogo atingir os andares superiores e comprometer toda a estrutura do prédio gerou grande apreensão.
A concessionária Amazonas Energia também esteve no local e realizou o desligamento da rede elétrica como medida preventiva, evitando riscos de choques e possíveis explosões, já que havia fiação exposta próxima à área atingida.

Outro fator que chamou a atenção foi a grande quantidade de fumaça tóxica liberada. Densa e escura, ela se espalhou rapidamente pelas ruas próximas, oferecendo riscos à saúde dos moradores. Equipes de segurança orientaram a população a manter distância do local, enquanto a Polícia Militar auxiliava no isolamento da área.
Após cerca de meia hora de combate intenso, os bombeiros conseguiram controlar as chamas. No entanto, o trabalho continuou com a fase de rescaldo, considerada essencial nesse tipo de ocorrência. Essa etapa consiste na eliminação de focos remanescentes que podem provocar a reignição do incêndio, algo comum em ambientes com grande volume de materiais inflamáveis.
Durante o rescaldo, pequenos focos voltaram a surgir dentro do depósito, confirmando a complexidade da ocorrência. Os militares precisaram reentrar no imóvel diversas vezes, utilizando equipamentos de proteção respiratória devido à alta concentração de fumaça no ambiente.

Além do combate ao fogo, houve preocupação com a estrutura do prédio. As altas temperaturas podem ter comprometido partes da construção, o que deverá ser avaliado por órgãos competentes nos próximos dias. A permanência da família no local dependerá de uma análise técnica que ateste a segurança do imóvel.
As causas do incêndio ainda são desconhecidas, mas uma das hipóteses levantadas é a de curto-circuito, cenário comum em locais com instalações elétricas expostas ou sobrecarregadas. A perícia deve ser realizada para apontar com precisão o que provocou o início das chamas.
A ocorrência mobilizou também equipes da Polícia Militar, que deram apoio na organização do local e na segurança da área, além de acompanharem toda a ação junto aos bombeiros.
Fotos: Elias Fonseca / Imediato