A Polícia Civil do Amazonas está à procura de cinco suspeitos envolvidos em um esquema milionário de agiotagem, extorsão, roubo e lavagem de dinheiro desarticulado nesta terça-feira (14), em Manaus. Entre os investigados estão Igor Francys Costa do Cazal, conhecido como “Alemão”, Francisco Miguel Ferreira Neto, Gilmar Silva de Souza, Bruna Luan Oliveira Vasquez e Gustavo da Silva Albuquerque.
De acordo com as investigações, a organização criminosa movimentou mais de R$ 150 milhões e tinha como principais vítimas servidoras públicas do Amazonas, especialmente mulheres que atuam em órgãos como tribunais.
Durante a operação, um tenente da Aeronáutica, identificado como Caique Assunção dos Santos, apontado como um dos operadores do esquema, foi preso junto com outros quatro integrantes do grupo: Ronan Benevides Freire Massulo, Alexsandro Carneiro Capote, Carlos Augusto da Silva Freitas e Dionas Pereira de Souza.
As prisões fazem parte da segunda fase da Operação Tormenta, conduzida pela PC-AM por meio do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP).
Segundo o delegado Cícero Túlio, o esquema era estruturado em núcleos interligados que realizavam empréstimos com juros abusivos e utilizavam práticas de extorsão para garantir o pagamento das dívidas.
As investigações apontam que vítimas que não conseguiam quitar os valores tinham suas dívidas repassadas entre os envolvidos, aumentando ainda mais os juros e o montante devido.
Ainda conforme a polícia, os suspeitos frequentavam instituições públicas para realizar cobranças, intimidar vítimas e, em alguns casos, gravar vídeos com ameaças dentro de veículos.
Mesmo após a primeira fase da operação, que resultou na prisão de sete pessoas, o grupo teria continuado atuando. Na ocasião, foram presos Elton Campos Cardoso, Íkaro Michel Pessoa, Ismael Geandre Souza Azevedo, Jackson Josué Farias Carvajal, Paulo Sérgio Ramos Pacheco, Rick dos Santos Brandão e Wallace Matos dos Santos.
Ao todo, nas duas fases da operação, foram apreendidos mais de 50 veículos de luxo, além de armas de fogo, dinheiro em espécie, documentos, celulares e computadores. Parte dos veículos, segundo a investigação, teria sido entregue pelas próprias vítimas como forma de pagamento das dívidas.
Além disso, pelo menos seis empresas de fachada tiveram bloqueios financeiros decretados. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos, e o material apreendido será analisado e encaminhado à Justiça.

