Comandante de lancha que naufragou no Encontro das Águas se entrega à polícia após mais de um mês foragido

José Pedro compareceu à sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), localizada na zona Centro-Sul da capital amazonense, acompanhado de advogados.
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O comandante da lancha Lima de Abreu XV, identificado como José Pedro da Silva Gama, de 42 anos, se apresentou à polícia no final da tarde desta segunda-feira (16), em Manaus, após permanecer mais de um mês foragido. Ele é investigado no inquérito que apura o naufrágio da embarcação ocorrido em março deste ano, que deixou vítimas desaparecidas.

José Pedro compareceu à sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), localizada na zona Centro-Sul da capital amazonense, acompanhado de advogados. Ao chegar à unidade policial, o comandante estava com o rosto coberto e evitou contato com a imprensa, não concedendo declarações sobre o caso.

Contra ele havia um mandado de prisão preventiva, expedido pela Justiça do Amazonas, após representação feita pela Polícia Civil do Amazonas, que conduz as investigações sobre o acidente.

 

O naufrágio da lancha ocorreu no dia 13 de março, quando a embarcação saiu de Manaus com destino ao município de Nova Olinda do Norte, no interior do estado. Durante o trajeto, a lancha acabou afundando nas proximidades do Encontro das Águas, um dos pontos turísticos mais conhecidos da capital amazonense, onde os rios Negro e Solimões se encontram.

Na ocasião, passageiros relataram momentos de desespero após a embarcação começar a apresentar problemas. O acidente mobilizou equipes de resgate, incluindo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas e a Marinha do Brasil, que atuaram nas operações de busca e salvamento na região.

Diversas pessoas foram resgatadas com vida nas horas seguintes ao naufrágio, mas cinco passageiros continuam desaparecidos, mesmo após semanas de buscas.

De acordo com a Polícia Civil, o comandante da lancha é investigado por homicídio com dolo eventual, quando o suspeito assume o risco de provocar a morte de outras pessoas ao adotar uma conduta considerada imprudente ou negligente.

Os investigadores apuram se houve irregularidades na condução da embarcação, possíveis falhas de segurança e se a lancha operava dentro das normas exigidas para o transporte de passageiros.

A apresentação do comandante à polícia ocorre mais de um mês após o acidente e representa um novo avanço nas investigações. Após prestar depoimento, ele deve permanecer à disposição da Justiça enquanto o inquérito segue em andamento.

Buscas continuam

Mesmo após semanas do acidente, equipes de resgate continuam realizando buscas na região do naufrágio na tentativa de localizar os passageiros desaparecidos. As autoridades também aguardam a conclusão de laudos periciais e depoimentos de sobreviventes, que podem ajudar a esclarecer as circunstâncias exatas do ocorrido.

O caso segue sob investigação da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, em Manaus. As autoridades não descartam novas diligências e possíveis responsabilizações conforme o avanço do inquérito.

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