Associação aponta tratamento desigual entre caso de PMs presos por atropelarem cães e a ausência de medida cautelar na morte de Ângela Bulbol

Na nota, a APPBMA ressalta que não busca relativizar responsabilidades, mas defende que a aplicação da lei ocorra com isonomia.
Redação Imediato Online
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MANAUS-AM | A Associação dos Praças da Polícia e Bombeiro Militar do Amazonas (APPBMA) divulgou nota pública nesta quarta-feira (25/2) questionando o que classifica como diferença de tratamento em dois casos de atropelamento registrados recentemente em Manaus, um envolvendo policiais militares e outro que resultou na morte da ex-professora da Universidade Federal do Amazonas, Ângela Bulbol de Lima.

No primeiro episódio, dois soldados da Polícia Militar do Amazonas foram presos preventivamente após o atropelamento de dois cães no bairro Novo Aleixo, Zona Norte da capital. Os animais não resistiram. A medida cautelar foi decretada poucos dias após a repercussão do caso.

Já no segundo, a professora Ângela Bulbol morreu após ser atropelada por uma motorista que conduzia um veículo de luxo no condomínio Ephigênio Sales, na Zona Centro-Sul de Manaus. A investigação é conduzida pela Polícia Civil do Amazonas, que informou que o caso pode ser enquadrado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Até o momento, não houve decretação de prisão preventiva da condutora, cuja identidade ainda não foi oficialmente divulgada.

Na nota, a APPBMA ressalta que não busca relativizar responsabilidades, mas defende que a aplicação da lei ocorra com isonomia. A entidade afirma que toda conduta irregular deve ser investigada e, se comprovada, punida nos termos da legislação, independentemente de quem esteja envolvido.

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