VÍDEO: Mulher morta a tiros por vizinho em Manaus gravou clipe com rapper amazonense ostentando armas

Vídeo de participação de mulher assassinada em clipe musical com rapper mostra armas de fogo e gera debates sobre o contexto do crime.
Redação Imediato Online
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Manaus (AM) – A morte de Alana Arruda Pereira, de 25 anos, assassinada a tiros na quarta-feira (28), no bairro da Betânia, zona sul de Manaus, ganhou novos desdobramentos após vir à tona sua participação em um clipe musical do rapper amazonense Bygod. O vídeo, divulgado anteriormente nas redes sociais, mostra a mulher e outros participantes em cenas que exibem armas de fogo, fato que passou a repercutir intensamente após o crime.

Alana aparece em algumas cenas do clipe fumando, na garupa de uma motocicleta conduzida pelo artista e segurando um fuzil. Em outros momentos da produção, diversos participantes também surgem portando armas, compondo o cenário do vídeo musical. Após a confirmação da morte, Bygod publicou uma homenagem em suas redes sociais, lamentando a perda e exaltando Alana como artista.

Na publicação, o rapper se refere à mulher por um apelido e afirma que ela sempre acreditou em seu trabalho. A mensagem gerou grande repercussão nas redes sociais e levantou debates sobre o contexto em que Alana passou a ser associada após a divulgação do clipe.

Segundo a Polícia Civil do Amazonas, Alana foi morta pelo vigilante Emerson Vasconcelos de Araújo, de 32 anos, após um histórico de desentendimentos entre os dois. O crime ocorreu na rua onde ambos residiam e teria sido motivado por conflitos recorrentes de convivência.

Relatos colhidos no local apontam versões divergentes sobre o que teria antecedido o homicídio. Moradores afirmaram que as discussões entre a mulher e o suspeito eram frequentes e marcadas por ameaças mútuas. Uma das versões indica que, na noite anterior ao crime, Alana teria ido até a residência do vigilante acompanhada de dois homens armados, supostamente para intimidá-lo. O suspeito, porém, não estaria em casa naquele momento.

Outros vizinhos relataram que a mulher costumava chegar embriagada, o que também teria contribuído para os desentendimentos constantes. Surgiram ainda informações sobre uma possível importunação sexual praticada pelo vigilante, hipótese que, até o momento, foi descartada pela polícia.

O delegado George Gomes, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), informou que a investigação ainda está em fase inicial e que nenhuma linha de apuração foi completamente descartada. De acordo com ele, o crime não teria sido motivado por um episódio isolado, mas pelo acúmulo de conflitos ao longo do tempo.

“A polícia só trabalha com fatos comprovados. Informações sobre possível envolvimento da vítima com tráfico de drogas, assim como outras versões levantadas por moradores, estão sendo checadas. Nada pode ser afirmado sem provas”, ressaltou o delegado.

Após os disparos, Emerson Vasconcelos de Araújo não fugiu do local e aguardou a chegada da Polícia Militar. Ele foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros.

Segundo a Polícia Civil, apesar de atuar como vigilante, o suspeito não possuía autorização legal para posse ou porte de arma de fogo. A arma utilizada no crime foi apreendida e será submetida à perícia.

Nesta quinta-feira (29), Emerson passou por audiência de custódia, quando a Justiça decidiu converter a prisão em flagrante em prisão preventiva, considerando a gravidade do crime e a necessidade de garantia da ordem pública. O suspeito permanecerá à disposição do Judiciário enquanto as investigações continuam.

O caso segue sob apuração da DEHS, que prossegue com a oitiva de testemunhas e análise de provas para esclarecer completamente as circunstâncias e a motivação do homicídio.

Imagens: Reprodução/ Instagram @bygod_92

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