Membros de uma comissão administrativa do condomínio Jardim Encontro das Águas, em Manaus, apresentaram documentos para esclarecer a gestão do local após a destituição da antiga síndica. A manifestação ocorre após a circulação de informações em outros portais sobre supostas irregularidades envolvendo a atual administração temporária.

Segundo a comissão, formada por três condôminos, a mudança na gestão ocorreu após assembleias realizadas em setembro e novembro do ano passado. De acordo com os integrantes, a ex-síndica foi destituída do cargo em 3 de setembro, com a decisão posteriormente formalizada em assembleia no dia 24 de novembro. Na ocasião, a comissão foi eleita por unanimidade para administrar o condomínio de forma provisória, por um período de até 60 dias, ou até a realização de nova eleição.
Um dos membros da comissão, Abizaí, informou que as assembleias foram registradas em cartório e que a comissão possui termo de posse. Com isso, o grupo assumiu a administração financeira do condomínio, incluindo a gestão da conta bancária, pagamento de fornecedores, prestadores de serviços e funcionários.

A comissão afirma que, após assumir a administração, identificou resistência por parte da ex-síndica, que, segundo os relatos, continuaria a se apresentar como responsável pela gestão do condomínio. Ainda de acordo com os integrantes, documentos teriam sido emitidos pela ex-síndica após a destituição, o que motivou medidas judiciais para impedir que ela continuasse se apresentando como gestora.
Outro ponto citado pela comissão envolve a troca da empresa de segurança armada. Segundo os membros, a decisão foi tomada após constatação de que funcionários da antiga prestadora de serviços não reconheciam a autoridade da comissão e afirmavam seguir orientações da gestão anterior.

A comissão também contestou um boletim de ocorrência registrado pela ex-síndica, que apontava uma suposta invasão à administração do condomínio. De acordo com os integrantes, uma perícia realizada pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil concluiu que não houve arrombamento no local. O laudo pericial foi apresentado pela comissão como parte da documentação que sustenta a legalidade da atual gestão.
Diante do resultado da perícia, a comissão informou que registrou um boletim de ocorrência por falsa comunicação de crime. O caso segue em análise pelas autoridades competentes.
Os integrantes afirmam que a administração atual é temporária e tem como objetivo garantir a continuidade dos serviços essenciais do condomínio até a realização de nova eleição. A comissão reforça que todas as decisões foram tomadas com base em assembleias e documentos formais, registrados conforme previsto em lei.
Foto: Pablo Medeiros