Polícia desarticula grupo que fraudava sistema de meia-passagem em Manaus

Polícia desarticula grupo que fraudava sistema de meia-passagem em Manaus, causando prejuízo estimado de R$ 6 milhões.
Redação Imediato Online
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A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) apresentou, nesta segunda-feira (19), o resultado da segunda fase da Operação Meia Verdade, que resultou na prisão de um casal suspeito de liderar um grupo criminoso responsável por fraudes no sistema de transporte coletivo de Manaus. A ação foi conduzida pelo Núcleo de Repressão a Roubos no Transporte Coletivo e Rotas do Polo Industrial de Manaus (Nurrc).

Segundo a polícia, os investigados, um homem de 34 anos e uma mulher de 33 anos, utilizavam uma empresa fictícia para realizar cadastros irregulares em sistemas de transporte público, permitindo a emissão de cartões de meia-passagem para pessoas que não tinham direito ao benefício. O esquema teria causado um prejuízo estimado em cerca de R$ 3 milhões ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram).

De acordo com o delegado Charles Araújo, responsável pelas investigações, a empresa era usada como fachada para simular a oferta de cursos livres inexistentes, o que possibilitava o cadastro indevido de usuários no sistema. Aproximadamente duas mil pessoas teriam sido beneficiadas de forma irregular.

A primeira fase da operação foi deflagrada na quinta-feira (15), quando quatro pessoas foram presas. Na ocasião, o casal apontado como responsável pelo núcleo do esquema passou a ser considerado foragido. Eles foram localizados e presos no dia seguinte, no conjunto Riacho Doce, bairro Cidade Nova, na zona norte da capital.

Com o cumprimento dos mandados, a PC-AM informou que todos os integrantes do grupo criminoso investigado foram identificados e presos. Conforme a polícia, o prejuízo total do esquema pode chegar a cerca de R$ 6 milhões em subsídios pagos com recursos públicos, custeados pela população.

O casal vai responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato e inserção de dados falsos em sistemas de informação. Ambos permanecem à disposição da Justiça.

Foto: João Viana/Semcom

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