A Justiça do Amazonas concedeu liberdade provisória a Luis Gustavo Silva Lima, de 23 anos, um dos motoristas envolvidos no suposto racha que terminou com duas pessoas mortas e quatro feridas na avenida do Turismo, zona oeste de Manaus, no dia 16 de novembro.
A decisão que revogou a prisão preventiva foi proferida por um magistrado da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Com isso, Luis Gustavo deixou a unidade prisional onde estava custodiado. No mesmo despacho, o Tribunal também estendeu a análise ao outro envolvido no caso, Renan Maciel, contrariando o posicionamento do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), que defendia a manutenção das prisões.
O MPAM se posicionou de forma contrária à soltura, destacando o crescimento preocupante das mortes no trânsito em Manaus. De acordo com dados apresentados pelo órgão, entre janeiro e setembro de 2025 foram registrados 167 óbitos em acidentes viários na capital. Para o Ministério Público, esses números não podem ser tratados como eventos isolados ou acidentes comuns.
A denúncia aponta que os dois jovens trafegavam a mais de 120 km/h, velocidade superior ao dobro do permitido na via, quando colidiram com um Fiat Siena que seguia regularmente pela avenida.
O motorista do Siena, Odorico Manoel Freitas D’Ávila Filho, morreu ainda no local devido à gravidade do impacto. Na sequência, um Volkswagen Polo, também envolvido no racha, capotou, provocando o arremesso da jovem Yasmin Ferreira de Oliveira para fora do veículo. Ela não resistiu aos ferimentos.
Enquanto o Ministério Público sustenta que a conduta dos acusados demonstra desprezo pela vida humana, a defesa argumenta que medidas cautelares são suficientes, permitindo que os investigados respondam ao processo em liberdade.
O caso segue em tramitação na Justiça.