A investigação sobre a morte de Benício Xavier, de 6 anos, ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (5), após o depoimento de uma técnica de enfermagem que trabalhava no Hospital Santa Júlia no momento do atendimento à criança.
De acordo com informações confirmadas pelo delegado Marcelo Martins, a profissional afirmou ter alertado a colega Raíza para que não aplicasse adrenalina por via intravenosa em Benício. Segundo o relato, a dosagem prescrita pelo médico correspondia ao uso por nebulização, indicado para o quadro apresentado pelo menino.
A técnica disse ter entregado o kit de nebulização à colega e reforçado que a adrenalina endovenosa é utilizada apenas em casos de parada cardiorrespiratória — situação que não se aplicava ao paciente naquele momento. Ela relatou ainda que encontrou Raíza preparando a injeção intravenosa e reiterou o alerta sobre o procedimento.
“Ela foi avisada duas vezes, pela mãe e pela colega”, afirmou o delegado.
A Polícia Civil segue reunindo documentos, depoimentos e dados da perícia técnica realizada no sistema do hospital para apurar se houve falha no protocolo de atendimento e em que circunstâncias a decisão pela via intravenosa foi tomada.
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