Procuradoria da Mulher realiza ação social e reforça proteção às mulheres em Boa Vista

Ação social em Boa Vista reforça proteção e direitos das mulheres durante campanha de combate à violência.
Redação Imediato Online
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BOA VISTA | A Praça Cabos e Saudades, no bairro Caranã, zona oeste de Boa Vista, recebeu na noite desta quarta-feira (27) uma grande ação social promovida pela Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal. O evento reuniu serviços voltados ao bem-estar, orientações sobre direitos femininos e atividades da Academia Aberta da Prefeitura, marcando o encerramento anual do programa.

A iniciativa faz parte da campanha “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher”, que mobiliza diversas entidades para divulgar informações, fortalecer redes de apoio e incentivar vítimas a denunciarem situações de abuso.

Durante a ação, a vereadora Carla Messias, responsável pela Procuradoria da Mulher, destacou o papel do órgão como porta de entrada para mulheres que precisam de acolhimento e orientação.

“A Procuradoria da Mulher é um órgão que recebe e encaminha mulheres para uma rede de apoio. Nosso objetivo é garantir segurança, fortalecer essas mulheres e assegurar que elas tenham acesso às leis que as protegem”, afirmou.

Segundo a vereadora, a ação busca promover autoestima e empoderamento. “Hoje trouxemos beleza, alegria e motivação. As mulheres nasceram para serem amadas e cuidadas, e é isso que estamos proporcionando aqui”, disse.

Carla Messias confirmou que novas ações acontecerão em outros pontos da cidade ao longo dos 21 dias de ativismo. “Queremos alcançar mulheres que não têm coragem de denunciar. Elas precisam saber que não estão sozinhas e que podem contar com a Procuradoria, com o ‘Chame’ e com a Lei Maria da Penha.”

Patrulha Maria da Penha apresenta o aplicativo BV Protege

A comandante Jéssica, da Guarda Civil Municipal e líder da Patrulha Maria da Penha, também participou do evento e falou sobre a importância da tecnologia no combate à violência doméstica.

Segundo ela, a Patrulha atua há dez anos em Boa Vista e, como presente de aniversário, lançou nesta semana o aplicativo BV Protege, uma ferramenta gratuita que permite que mulheres peçam socorro discretamente, com apenas um toque na tela.

“Com o aplicativo, a mulher não precisa ligar ou falar no momento da agressão. Ao acionar o botão, sua localização em tempo real é enviada para o sistema da Guarda Civil Municipal, e uma viatura é enviada imediatamente”, explicou.

A comandante reforçou que o aplicativo deve ser utilizado apenas em emergências reais.
“Já foi testado e é extremamente seguro. Por isso, pedimos que não façam testes desnecessários, pois isso pode prejudicar atendimentos de quem realmente precisa.”

Mulheres sem acesso ao celular no momento da agressão também podem pedir ajuda pelo telefone (95) 98414-4413, que funciona como linha direta da Guarda Civil Municipal.
Casos já ocorridos devem ser registrados na Casa da Mulher Brasileira, onde é possível realizar boletim de ocorrência e solicitar medidas protetivas.

Além das ações de conscientização, o evento coincidiu com o encerramento anual da Academia Aberta, projeto da Prefeitura que oferece atividades físicas gratuitas em bairros de Boa Vista. Moradoras de diversas regiões participaram de aulas especiais, incluindo dança, aerodance e exercícios de alongamento.

“É o grande fechamento de um ano inteiro de trabalho. Todas as academias abertas vieram celebrar juntas. É um projeto lindo e que fortalece o bem-estar das mulheres”, ressaltou a vereadora.

O evento teve ainda demonstrações, música e muita interação, com clima de alegria entre os professores e participantes.

Ações contínuas

A Procuradoria da Mulher reforçou que continuará levando atividades e informações para diferentes bairros da capital ao longo da campanha, com o objetivo de ampliar o alcance das políticas de proteção e incentivar mulheres a romperem o ciclo da violência.

“Para denunciar, elas precisam saber a quem recorrer. Essa é a nossa missão: levar informação, apoio e coragem para que mais mulheres encontrem o caminho da proteção”, concluiu Carla Messias.

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