Uma nova fronteira para a exploração de petróleo e gás na Amazônia pode entrar no radar do mercado nacional em 2026. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) confirmou dois leilões de áreas para exploração e produção no país, previstos para 7 de outubro, incluindo uma região localizada na fronteira entre Roraima e a Guiana.
Entre as áreas que poderão ser ofertadas está a Bacia de Tacutu, uma formação terrestre que se estende pelos dois países. No território guianense, a região é conhecida como North Savannas e integra uma área de aproximadamente 12,5 mil quilômetros quadrados.
A inclusão da bacia no processo, porém, ainda depende da manifestação de interesse de empresas do setor. O prazo para que as petroleiras demonstrem interesse termina em 31 de agosto. Caso haja procura, a área poderá avançar para a etapa de oferta.
Nova fronteira exploratória
A Bacia de Tacutu é considerada uma área de nova fronteira exploratória. Diferentemente de regiões brasileiras que já possuem uma cadeia consolidada de produção de petróleo e gás, áreas desse tipo ainda dependem de estudos e investimentos para determinar o potencial econômico dos recursos existentes no subsolo.
A região está localizada em uma planície com altitude média de aproximadamente 100 metros, marcada principalmente pela vegetação de cerrado. A bacia atravessa a fronteira internacional e possui características geológicas que despertam interesse para atividades de exploração.
Áreas em diferentes regiões do país
Os dois leilões organizados pela ANP estão marcados para a mesma data. Ao todo, 13 áreas do pré-sal e outras 275 áreas fora dessa região poderão ser colocadas à disposição do mercado.
As ofertas são realizadas separadamente porque as áreas do pré-sal seguem regras específicas para exploração e produção de petróleo e gás no Brasil.
A possível entrada de Tacutu no processo coloca Roraima em uma discussão estratégica sobre novas fronteiras energéticas e amplia o olhar sobre o potencial econômico de áreas ainda pouco exploradas da região amazônica.
Caso a Bacia de Tacutu avance para o leilão, o interesse das empresas será um dos primeiros indicativos sobre a atratividade econômica da região para futuras atividades de exploração de petróleo e gás.