Professores da rede municipal de Manaus entram em greve por tempo indeterminado contra reforma da Previdência

Professores municipais de Manaus iniciam greve indefinida contra reforma da Previdência local.
Redação Imediato Online
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Manaus (AM) – Professores da rede municipal de ensino de Manaus decidiram, em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (13), entrar em greve por tempo indeterminado. O movimento foi organizado pelo Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) e tem como principal reivindicação o arquivamento do projeto de reforma da Previdência do Manaus Previdência, em tramitação na Câmara Municipal.

De acordo com o coordenador jurídico do sindicato, Lambert Mello, mais de 1.500 professores participaram da assembleia e já aderiram à paralisação. “A greve está oficialmente instalada e só será encerrada quando o prefeito arquivar o projeto da reforma da Previdência. Esse projeto é prejudicial aos professores, pedagogos e demais servidores da prefeitura, pois compromete a aposentadoria da categoria”, afirmou.

O sindicato pede que o prefeito retire o projeto de tramitação ou que a Câmara Municipal arquive a proposta antes da votação em segundo turno. Os professores chamam o texto de “projeto da morte”, por acreditarem que ele trará prejuízos significativos aos servidores públicos municipais.

Segundo Mello, comandos zonais foram criados em todas as regiões da cidade para ampliar a mobilização e incentivar a adesão de mais docentes. “Nos próximos dias, os comandos de greve vão visitar escolas que ainda não aderiram ao movimento. A expectativa é alcançar cerca de seis mil professores paralisados até a próxima semana”, disse.

A assembleia desta quinta-feira superou as expectativas do sindicato, que esperava cerca de mil participantes. “A presença de 1.500 a 1.600 professores demonstra o nível de insatisfação da categoria. Mesmo que o projeto vá a votação, estaremos acompanhando as sessões na Câmara e pressionando os vereadores a não aprová-lo”, completou o coordenador.

Os professores que ainda não aderiram ao movimento podem procurar os pontos de apoio distribuídos por zonas da cidade:

  • Zona Norte: Igreja de São Bento, próximo ao Terminal 3
  • Zona Leste: Shopping Felipe Dau, nas proximidades do Terminal 4
  • Zona Oeste: Feira Coberta de Santo Antônio, em frente à Câmara Municipal de Manaus
  • Zona Sul: Supermercado Bastos, bairro Petrópolis

Até o momento, a Prefeitura de Manaus e a Secretaria Municipal de Educação (Semed) não se manifestaram sobre a paralisação.

Foto: Pablo Medeiros

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