Diagnosticado com glaucoma há dois meses, Carlos Henrique tem apenas três meses para fazer uma cirurgia que pode evitar a perda total da visão. A família pede ajuda financeira e apoio de clínicas particulares
No Bairro Viver Melhor, zona norte de Manaus, a história de Carlos Henrique Lima Menezes, de 21 anos, comove quem a conhece. O jovem, que já enfrenta uma deficiência física desde a infância, agora vive uma batalha ainda mais difícil: ele foi diagnosticado recentemente com glaucoma e corre o risco de ficar completamente cego se não conseguir realizar uma cirurgia urgente.
Carlos descobriu o problema há cerca de dois meses, após perceber uma rápida piora em sua visão. “Tudo aconteceu de repente. Eu comecei a enxergar embaçado e, em poucos dias, já não conseguia mais me orientar sozinho dentro de casa. Fui ao médico e descobri que era glaucoma. Desde então, minha vida virou de cabeça pra baixo”, contou o jovem, emocionado.
O diagnóstico só foi possível graças à mobilização de familiares e amigos, que fizeram uma vaquinha para pagar a consulta particular. “Se fôssemos esperar pelo SUS, meu sobrinho não teria conseguido o diagnóstico a tempo. As filas são enormes e os prazos muito longos. Foi a ajuda dos amigos que salvou o pouco da visão que ele ainda tem”, relatou Rocicleide, tia de Carlos.
Segundo o laudo médico, a pressão ocular de Carlos ultrapassou 70 milímetros de mercúrio, valor considerado gravíssimo. O médico especialista alertou que ele tem no máximo três meses para realizar a cirurgia e tentar preservar o pouco da visão que resta. Caso contrário, a perda será irreversível.
A cirurgia e os colírios necessários para o tratamento têm custo elevado, estimado em R$ 12 mil, valor que a família não tem condições de pagar. “O Carlos vive com um salário mínimo e precisa comprar colírios que custam caro. Tudo pelo particular é muito difícil pra gente. Por isso, viemos pedir ajuda, porque ele precisa operar urgente”, explicou Rocicleide.
Além da dificuldade física, o impacto emocional também tem sido grande. Carlos afirma que a doença tem afetado sua autoestima e independência. “Antes eu conseguia andar sozinho, fazer minhas coisas, sair de casa. Hoje, eu dependo das pessoas pra tudo. Dentro de casa, eu me esbarro nos móveis, não consigo comer ou tomar banho sem ajuda. É muito triste perder a visão assim, de repente”, desabafou.
A família tenta sensibilizar pessoas e instituições que possam contribuir com qualquer tipo de ajuda — seja financeira, com doações, contato com clínicas oftalmológicas ou mesmo divulgando o caso nas redes sociais. “É uma vida que está em jogo. Nós não temos condições de pagar essa cirurgia, mas acreditamos que Deus vai tocar o coração de alguém pra ajudar o Carlos. Ele é um menino bom, guerreiro, e não merece passar por isso”, apelou Rocicleide.
Apesar das dificuldades, Carlos mantém a fé. “Eu creio que tudo vai dar certo. Deus é maior que qualquer problema. Agradeço de coração a quem puder ajudar, não só a mim, mas a outras pessoas que passam por situações parecidas. Só de poder acordar e respirar, a gente já é abençoado”, afirmou.
Quem quiser contribuir pode entrar em contato diretamente com a família:
Contato para ajuda: (92) 99119-1698 — Rocicleide (tia de Carlos Henrique)