Começou nesta segunda-feira (29), no Fórum Ministro Henoch Reis, localizado no bairro São Francisco, zona sul de Manaus, o julgamento dos cinco policiais militares acusados de envolvimento no homicídio da soldado Deusiane Pinheiro, morta em 2015 com um disparo de arma de fogo dentro da base flutuante do Batalhão Ambiental, no bairro Tarumã, zona oeste da capital.
Familiares, amigos e representantes de movimentos de mulheres estiveram presentes, cobrando justiça pelo caso que chocou a sociedade manauara. Entre os presentes estava Eliana Teixeira, líder da União Brasileira de Mulheres, movimento que atua no combate à violência contra mulheres.
“Quantas Deusianes ainda precisam morrer?”, questionou Eliana, reforçando a necessidade de responsabilização por crimes contra mulheres e o impacto contínuo da violência na sociedade. Segundo ela, a violência não é apenas física, mas também psicológica e simbólica, e a luta para que esses crimes não fiquem impunes é permanente.
Deusiane Pinheiro tinha 26 anos à época do crime. O caso tramita na Justiça do Amazonas há mais de 10 anos, com a Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE) acompanhando todas as etapas do processo, oferecendo suporte jurídico, social e psicológico à família.
O julgamento segue em andamento, e a equipe do Site Imediato acompanha o caso ao vivo, trazendo atualizações sobre o andamento das sessões e a repercussão entre familiares e movimentos de defesa das mulheres.