Cinco famílias são despejadas no bairro São Jorge após disputa judicial

Famílias são retiradas de suas casas após disputa judicial envolvendo herança de terreno.
Redação Imediato Online
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Manaus (AM) – Na manhã da última terça-feira (23), um episódio de forte impacto social ocorreu na rua Amaral Santos, bairro São Jorge, zona Oeste de Manaus. Cinco famílias foram despejadas de suas casas, incluindo o senhor Wilton, de 74 anos, que afirma ser legítimo herdeiro do terreno onde viveu por mais de seis décadas.

Segundo relatos de familiares e vizinhos, a ordem judicial foi cumprida de forma imediata, sem que os moradores pudessem retirar todos os seus pertences. Fogões, armários e eletrodomésticos ficaram espalhados e quebrados entre os escombros das construções demolidas.

Disputa entre familiares

O terreno, de acordo com os moradores, pertencia a dois irmãos: o senhor Wilton e sua irmã, já falecida. Após o falecimento da irmã, a filha dela — sobrinha de Wilton — entrou na Justiça alegando não haver outros herdeiros. A Justiça, acreditando na versão apresentada, concedeu a posse integral do terreno à sobrinha, que promoveu o despejo na manhã de ontem.

A família contesta a decisão, alegando que houve omissão da informação de que Wilton, filho legítimo de pai e mãe, também tinha direito à propriedade.

Idoso passou mal durante despejo

No momento da ação, o senhor Wilton apresentou quadro de pressão alta severa, chegando a 20, precisando ser atendido por equipe médica. Atualmente, ele está abrigado na casa de uma vizinha, que também guardou os pertences das famílias despejadas.

“Meu pai construiu tudo aqui com as próprias mãos, tijolo por tijolo, desde jovem. Agora, na velhice, está sem um teto para se proteger da chuva e do sol”, declarou Elizabeth, filha de Wilton.

Situação das famílias

Além de Wilton, outras quatro famílias foram afetadas, incluindo crianças e idosos. Muitos estão dormindo em casas de vizinhos, sem previsão de para onde irão. Os moradores afirmam que, logo após o despejo, materiais de construção foram levados ao terreno para iniciar obras no local.

Os despejados pedem apoio de advogados e autoridades para tentar reverter a decisão judicial e garantir o direito de permanecer na área onde viveram durante décadas.

Apelo às autoridades

Entre as críticas, os familiares destacam a falta de apoio governamental e questionam a efetividade das leis de proteção ao idoso. “A Justiça do homem falha, mas a de Deus não”, disse Elizabeth, emocionada.

Contato da família caso algum advogado possa ajudá-los (92) 992332798.

IMAGENS: Johnnata Reis
REPORTAGEM: Brenda Souza
EDIÇÃO: Pablo Medeiros

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