Iranduba (AM) – A comunidade São Tomé, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Negro, viveu uma segunda-feira (22) de comoção durante o velório de Pedro Batista, de 42 anos, uma das vítimas do grave acidente entre uma lancha e um jet-ski no Rio Acajatuba, ocorrido na noite de sábado (20), nas proximidades do km 68 da rodovia AM-070, em Iranduba.
No acidente, além de Pedro, morreram também Marcileia da Silva, de 37 anos, e seu bebê de apenas 7 meses, John. O corpo de Marcileia foi encontrado no domingo (21) após buscas intensas do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) Apenas Giovanni, esposo de Marcileia, sobreviveu à colisão.
Durante a despedida de Pedro, familiares, amigos e vizinhos lotaram a igreja da comunidade. O ribeirinho foi lembrado como um homem trabalhador e muito querido por todos. A cerimônia, marcada por forte emoção, também se transformou em um ato de indignação, com pedidos de justiça.
“Foi um acidente muito violento. Não foi algo comum, foi imprudência. Três vidas foram tiradas dessa forma cruel. Queremos justiça, não só por Pedro, mas também por Marcileia e o bebê”, afirmou um comunitário.
Moradores ainda criticaram versões apresentadas por familiares do condutor do jet-ski, Robson Tiradentes, que segue internado em um hospital de Manaus após sofrer fraturas. Para eles, as declarações não condizem com a gravidade do ocorrido.
As buscas pelo bebê continuam nesta segunda-feira (22) no Rio Acajatuba. Enquanto isso, a comunidade pede que a tragédia não seja esquecida e que os responsáveis sejam responsabilizados.