Governo do Amazonas intensifica ações contra estiagem e queimadas com novas bases de combate a incêndios

Governo do Amazonas intensifica ações para combater estiagem e queimadas, com novas bases de combate a incêndios florestais em todo o estado.
Redação Imediato Online
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Manaus (AM) – O Governo do Amazonas realizou mais uma reunião do Comitê de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, na qual apresentou um balanço das ações para mitigar os impactos da estiagem e das queimadas no estado. Com 43 municípios em situação de emergência e cerca de 139 mil famílias afetadas pelas enchentes e estiagem, o estado intensifica esforços para fortalecer a infraestrutura de combate a incêndios e promover a sustentabilidade, com destaque para a preparação para a COP30.

Ações contra a estiagem e queimadas

O Amazonas enfrenta um período de seca de leve a moderada, com todas as calhas dos rios em processo de vazante. Algumas descem mais rápido que no ano passado, enquanto outras apresentam níveis acima do registrado anteriormente. A navegabilidade, essencial para o abastecimento da Zona Franca de Manaus e de cidades do interior, permanece garantida, segundo o governo.Para combater queimadas e desmatamento, o estado já instalou bases de combate a incêndios em 21 municípios, incluindo Manaus (Santa Etelvina), Manacapuru, Iranduba, Rio Preto da Eva, Itacoatiara, Tefé, Presidente Figueiredo, Novo Airão, Maitá, Parintins, Tabatinga, Tapauá, Autazes, Novo Aripuanã, Jutaí, Maués, Coari, Labre, Apuí, Manaquiri e Itapiranga. Até o final de 2025, mais seis bases serão implementadas em Atalaia do Norte, Bacelos, Boca do Acre, Careiro, Emvira e Manicoré. Em 2026, cinco novos grupamentos serão instalados em São Gabriel da Cachoeira, Borba, Irunepé, Canutama e Nova Olinda do Norte, totalizando 32 bases – um aumento de 190% em relação às 11 iniciais.

Essas estruturas contam com viaturas de 10 mil litros de capacidade e cinco bombeiros militares por município, além de brigadistas locais, que estão sendo capacitados gratuitamente para se tornarem bombeiros civis. O projeto, financiado com R$ 13 milhões do BNDES via Fundo Amazônia, é realizado em parceria com prefeituras, que fornecem infraestrutura para abrigar equipes e equipamentos.

Preparação para a COP30

Durante a reunião, o governo destacou a participação do Amazonas na COP30, evento da ONU sobre sustentabilidade que ocorrerá em Belém. O estado planeja apresentar projetos prontos para captação de investimentos, com foco em bioeconomia, descarbonização de setores como mineração e agropecuária, regularização fundiária e pagamento por serviços ambientais. A delegação amazonense defenderá a justiça climática e o financiamento justo para quem preserva a floresta, destacando que 97% do território estadual permanece preservado.

O Amazonas também avança na regulamentação do mercado de crédito de carbono, com legislação moderna que destina 50% dos recursos às comunidades locais para investimentos em energia, comunicação, cadeias produtivas e água potável. Desde 2023, o estado investiu R$ 1 bilhão em cadeias produtivas sustentáveis, como castanha, óleos, pesca e turismo comunitário, além de regulamentar a lei de serviços ambientais alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Sistema de comunicação de riscos

Outra novidade é o novo sistema de comunicação de riscos, desenvolvido em parceria com o governo federal e defesas civis municipais. O primeiro teste será realizado em 20 de setembro, em Manaus, Manacapuru, Iranduba e Novo Airão, garantindo alertas rápidos para populações em áreas de risco.

Compromisso com a sustentabilidade

O governador destacou a importância de remunerar comunidades que preservam a floresta, como as que vivem em Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS), desenvolvendo atividades como manejo de pirarucu e madeira. A meta é alcançar o desmatamento líquido zero até 2030, com parcerias estratégicas com o Banco Mundial, BID, GCF, KfW e governos da Noruega, Alemanha, Grã-Bretanha e França.Com essas ações, o Amazonas reforça seu papel como protagonista na preservação da Amazônia e na busca por soluções climáticas globais, enquanto enfrenta os desafios imediatos da estiagem e das queimadas.

Carregar Comentários