Polícia Civil prende homem acusado de abusar e engravidar a própria irmã em Roraima

Homem é acusado de estuprar e engravidar a própria irmã adolescente em Roraima.
Redação Imediato Online
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Boa Vista, Roraima – A Polícia Civil de Roraima (PCRR), por meio da Delegacia de Pacaraima, cumpriu nesta terça-feira (16) um mandado de prisão temporária contra M.A.C., de 26 anos, acusado de estuprar e engravidar a própria irmã, de 17 anos. O suspeito foi localizado na comunidade indígena Samã I, em Pacaraima.

De acordo com o delegado Robin Felipe, responsável pelo caso, os abusos começaram quando a vítima tinha apenas 12 anos e continuaram por vários anos. A jovem relatou que os estupros ocorriam sempre que ela ficava sozinha com o acusado, dentro da própria residência, e que chegou a ser ameaçada com um facão para não revelar os crimes.

A denúncia foi registrada após a vítima procurar atendimento médico em Boa Vista. Inicialmente, ela tentou realizar um exame de gravidez em uma unidade de saúde local, mas não havia material disponível. Posteriormente, no Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazaré, contou os abusos a uma enfermeira e, em seguida, registrou boletim de ocorrência na delegacia.

Segundo o relato da adolescente, os abusos ocorreram de forma recorrente até que o suspeito se casou, e retornaram após o divórcio dele e a volta à residência familiar. Ela também contou que tentou relatar os casos aos pais, mas não foi acreditada, recebendo apenas alertas para que o irmão parasse.

A mãe da vítima afirmou que confrontou o suspeito, que alegou ter cometido os abusos após fumar um cigarro oferecido por um casal e entrar em um estado de confusão mental. Ela também citou que o filho teria sido vítima de abuso na infância, justificando seus atos de forma equivocada.

Após a formalização da prisão temporária, medida deferida pelo Poder Judiciário com respaldo do Ministério Público de Roraima (MPRR), M.A.C. foi conduzido à Delegacia de Pacaraima e apresentado em Audiência de Custódia. A adolescente recebeu uma Medida Protetiva de Urgência (MPU), que, apesar de descumprida, garantiu proteção imediata.

O delegado informou que o Inquérito Policial será concluído nos próximos dez dias, e poderá ser solicitada a conversão da prisão temporária em preventiva.

Foto: Divulgação / Polícia Civil

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