VÍDEO: Luiz Fux vota para absolver Jair Bolsonaro de todos os crimes da suposta trama golpista

Ministro Luiz Fux vota pela absolvição de Jair Bolsonaro em julgamento no STF sobre suposta trama golpista.
Redação Imediato Online
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O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a suposta conspiração golpista que teria contado com a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (10/09). O ministro Luiz Fux abriu divergência e votou pela absolvição de Bolsonaro de todas as acusações apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

De acordo com Fux, não há elementos que sustentem a tese de que o ex-presidente tenha cometido crimes. O ministro argumentou que Bolsonaro apenas chegou a “cogitar” medidas de exceção, sem dar início a qualquer ação concreta. “Não houve execução de atos, apenas especulações. Cogitação, por si só, não configura crime”, afirmou.

Com esse posicionamento, o placar parcial fica em 2 a 1 pela condenação de Bolsonaro. Ontem, Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram para condenar o ex-presidente e outros sete investigados pelos cinco crimes narrados pela PGR, incluindo tentativa de golpe de Estado e organização criminosa.

Um dos principais pontos da denúncia é a chamada “minuta do golpe”, documento que previa a decretação de estado de defesa e de sítio com apoio das Forças Armadas. Para Fux, porém, o texto não passa de uma peça sem validade prática. Segundo ele, mesmo que tivesse sido levado adiante, dependeria de aval do Congresso e de outros órgãos de controle, o que afastaria a possibilidade de enquadrar o episódio como tentativa criminosa.

O ministro também refutou a ideia de que as ações de Bolsonaro à frente do governo pudessem caracterizar “autogolpe”. Em sua avaliação, a PGR “construiu uma narrativa sem correspondência com os fatos”.

Outro ponto questionado por Fux foi a suposta ligação de Bolsonaro com os atos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas em Brasília. Para o ministro, não há provas de que o ex-presidente tenha incentivado ou orientado os ataques.

Sobre o uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e do software FirstMile para monitoramento ilegal de autoridades, Fux considerou que não ficou comprovada a participação de Bolsonaro e que não se demonstrou a ilegalidade do acionamento da agência.

No mesmo voto, o ministro condenou Mauro Cid, ex-ajudante de ordens e delator do caso, apenas pelo crime de tentativa de abolição do Estado democrático de direito, mas o absolveu das outras acusações. Assim, já existe maioria para a condenação de Cid nesse ponto.

Quanto ao almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, Fux entendeu que não há provas contra ele e votou por sua absolvição em todos os crimes.

Julgamento segue

O processo ainda não foi concluído. Novos votos devem ser apresentados nos próximos dias, e o desfecho poderá definir se o ex-presidente Jair Bolsonaro será condenado ou absolvido das acusações relacionadas à suposta tentativa de golpe de Estado.

Confira:

Foto: Reprodução / Internet

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