Moradores da comunidade Ararate, no bairro Nova Cidade, realizam aterro na Rua Zero por conta própria após anos de abandono

Moradores da comunidade Ararate, no bairro Nova Cidade, realizam aterro na Rua Zero por conta própria após anos de abandono do poder público.
Redação Imediato Online
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Moradores da Rua Zero, na comunidade Ararate, localizada no bairro Nova Cidade, Zona Norte de Manaus, recorreram ao próprio esforço para realizar o aterro da via, que sofre com alagamentos recorrentes durante o período de chuvas. A iniciativa surgiu após anos de espera por melhorias da prefeitura, mesmo com a localidade já contando com iluminação pública e água encanada.

Segundo Aline, uma das moradoras que denunciou a situação, a comunidade enfrenta esse problema há mais de oito anos. Para amenizar os transtornos, os vizinhos compraram o material necessário, estimado em cerca de dois mil reais, e realizaram o trabalho manualmente, utilizando pás e enxadas. Em alguns trechos, recorreram à ajuda de uma retroescavadeira para distribuir o barro e elevar o nível da rua.

Aline explicou que os alagamentos anteriores causaram danos às residências, incluindo perda de móveis e eletrodomésticos. “Quando chove, a água invade nossas casas, e precisamos correr para proteger o que temos. É uma situação de medo e insegurança constante”, relatou a moradora.

O trabalho da comunidade busca garantir acesso seguro às residências e permitir a passagem de carros e motos, além de reduzir o risco de danos provocados pelas enchentes. Os moradores afirmam que a situação permanece crítica, e destacam que a reivindicação por infraestrutura, como asfaltamento e esgotamento sanitário, não avançou apesar de promessas feitas em períodos eleitorais.

De acordo com os moradores, cerca de dez famílias participam diretamente do aterro, financiando parte do material e realizando a mão de obra. A ação evidencia a ausência do poder público na manutenção da via, que já apresenta infraestrutura básica, mas continua sujeita a enchentes que comprometem a qualidade de vida da população local.

A comunidade solicita atenção das autoridades para que sejam implementadas melhorias estruturais e reclama que a situação só é minimamente resolvida por iniciativa própria, sem apoio oficial.

Foto: Tarcísio Heden

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