Homem é preso em Boa Vista por estupro da filha e condenado a 28 anos de prisão

Homem é condenado a 28 anos de prisão por estuprar a própria filha durante 7 anos em Roraima.
Redação Imediato Online
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A Polícia Civil de Roraima (PCRR), por meio da Delegacia de Polícia Interestadual (Polinter), prendeu, na última quarta-feira (3), um homem de 62 anos, identificado como C.B.D.S., no bairro Buritis, em Boa Vista. Ele foi condenado a 28 anos, cinco meses e seis dias de prisão em regime fechado pelo estupro da própria filha, então com 13 anos, no município de Cantá. A operação foi coordenada pela delegada Cândida Magalhães, diretora do Departamento de Operações Especiais (DOPES), em cumprimento a um mandado judicial expedido pela Vara de Crimes Contra Vulneráveis do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR).

De acordo com as investigações, os abusos começaram em 2010, quando a vítima tinha apenas seis anos, com atos libidinosos. A menina vivia com o pai e dois irmãos, já que a mãe não tinha condições de criá-la. A partir dos 11 anos da vítima, os abusos evoluíram para estupros diários, acompanhados de ameaças, incluindo a de não prover o sustento da adolescente caso ela resistisse.

Em julho de 2018, a vítima, então com 13 anos, relatou os abusos à irmã, que informou a mãe. Após a denúncia, a adolescente passou a morar com a genitora e formalizou a queixa na PCRR. O caso foi encaminhado ao Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR), que também apontou outros crimes atribuídos ao condenado. Segundo o MPRR, C.B.D.S. é acusado de assediar adolescentes na Vila Félix Pinto, no Cantá, onde residia à época dos fatos. Ele teria, ainda, oferecido dinheiro para induzir uma amiga da filha, de 16 anos, à prostituição. Além disso, o homem também responde por abusos contra uma sobrinha, entre 1996 e 1997, quando ela tinha entre 9 e 12 anos, durante períodos de férias na casa do acusado, na região do Cantá.

Após a prisão, C.B.D.S. foi levado à sede da Polinter, onde a prisão foi formalizada. Na quinta-feira (4), ele foi apresentado em audiência de custódia. A Polícia Civil reforça que a investigação e a prisão reforçam o compromisso com a proteção de vítimas de crimes contra vulneráveis.

Fotos: Ascom/PCRR

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