Quarto policial militar é preso em Tabatinga por estupro de mulher indígena Kokama

Policiais militares são presos suspeitos de estuprar mulher indígena durante detenção em delegacia no Amazonas.
Redação Imediato Online
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Um quarto policial militar foi preso neste domingo (27) em Tabatinga, no interior do Amazonas, suspeito de envolvimento no estupro de uma mulher indígena de 29 anos, da etnia Kokama. O crime, ocorrido na delegacia de Santo Antônio do Içá, chocou a região e levou à prisão de quatro PMs e um guarda municipal, enquanto um quinto policial segue foragido.

O que aconteceu?

A vítima, identificada apenas como K para proteger sua identidade, foi detida em novembro ou dezembro de 2022 em Santo Antônio do Içá, sob acusação de homicídio. Durante nove meses, ela foi mantida em uma cela com presos homens e sofreu abusos sexuais repetidos por policiais militares e um guarda municipal. Os abusos ocorreram em diversos locais da delegacia, incluindo celas, cozinha e até o arsenal de armas, muitas vezes na presença de seu filho recém-nascido.

A mulher sofreu graves lesões físicas, como sangramentos uterinos, e traumas psicológicos, com tentativas de suicídio, conforme relatórios médicos.

Prisões e investigação

O Ministério Público do Amazonas (MPAM), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), solicitou a prisão de cinco policiais militares e um guarda municipal na sexta-feira (25). Três PMs e o guarda foram presos no sábado (26), e o quarto PM foi detido no domingo (27) em Tabatinga. Um quinto policial, que estava de férias ou em missão, ainda é considerado foragido, mas deve se entregar em breve, segundo o Gaeco. As prisões foram autorizadas pelo juiz Édson Rosas, e o processo tramita em segredo de Justiça para proteger a vítima e garantir a investigação.

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