Na manhã de 21 de julho de 2025, um trágico acidente na BR-174, quilômetro 2, próximo ao bairro Cidade de Deus, em Manaus, resultou na morte do idoso Adalberto Gomes Sodré, de 79 anos, atropelado por uma viatura da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP). A família, em luto, realizou o velório no bairro Cidade de Deus e, durante uma transmissão ao vivo do site Imediato no dia 22 de julho, cobrou justiça e respostas das autoridades, denunciando a falta de suporte da SEAP. A filha de Adalberto, Solene, expressou desespero e indignação, destacando que a família arcou sozinha com as despesas do funeral e não recebeu qualquer contato oficial.
Detalhes do Acidente
Segundo relatos de testemunhas, Adalberto caminhava pela rodovia por volta das 5h da manhã de 21 de julho, aparentemente desorientado, quando foi atingido pela viatura da SEAP. Outros motoristas conseguiram desviar do idoso, mas o veículo oficial, conduzido por um motorista de 50 anos (não identificado publicamente), não evitou a colisão. Adalberto morreu no local devido aos ferimentos graves. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) interditou parcialmente a rodovia para perícia, e o corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML). A viatura sofreu danos visíveis, conforme imagens divulgadas nas redes sociais.
A SEAP emitiu uma nota lamentando o ocorrido e afirmando que “todas as providências cabíveis estão sendo tomadas, e o caso está sendo devidamente apurado”. No entanto, a família de Adalberto, liderada por Solene, contesta a falta de comunicação oficial. “Ninguém da SEAP entrou em contato. Gastamos nosso último centavo com o velório e o caixão. Queremos saber quem fez isso e por que não há suporte”, declarou Solene durante a transmissão.
Mistério Sobre a Presença de Adalberto na Rodovia
A família enfatizou que Adalberto, residente do conjunto Viver Melhor, no bairro Santa Etelvina, não tinha o hábito de caminhar na BR-174, uma rodovia perigosa e distante de sua casa. Ele morava com a filha Solene e seu marido, que cuidavam dele, e mantinha uma rotina previsível, tomando café da manhã e almoçando com a família no bairro Cidade de Deus. “Ele avisava para onde ia. Todo dia voltava às 17h. Ontem, ele não apareceu, e soubemos pela televisão”, relatou Solene, questionando como o idoso chegou ao quilômetro 2 da BR-174, a cerca de 10 km de sua residência. A família refuta reportagens que sugeriram que Adalberto foi reconhecido no local do acidente, afirmando que a identificação ocorreu no IML.
Demanda por Justiça
Solene, visivelmente abalada, exigiu respostas sobre a responsabilidade do motorista e da SEAP. “Se fosse um de nós que tivesse atropelado, já estaríamos presos. Cadê esse homem? Quero saber se ele está preso”, afirmou. A família planeja recorrer a redes sociais e realizar manifestações em frente à sede do governo estadual, caso não receba esclarecimentos. “Quero uma resposta do Élcio Lima [sic, possivelmente referência à SEAP]. Meu pai não era um cachorro, era um ser humano”, desabafou Solene, destacando que Adalberto era um pai de família querido, sem histórico de problemas.