Mãe de quatro filhos fica acamada após acidente de trânsito na Compensa e clama por justiça para identificar o responsável

Mãe de quatro filhos fica acamada após acidente e busca por imagens que ajudem a identificar o responsável.
Redação Imediato Online
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Andreza Vasconcelos sofreu fraturas graves e busca por imagens que ajudem a identificar responsáveis

No dia 7 de junho, por volta das 16h, Andreza de Vasconcelos Tavares, de 30 anos, saiu de casa com um único objetivo: comprar os itens necessários para garantir o sustento da família por meio de um churrasco que ela mesma prepararia. No entanto, o que era para ser uma tarde comum na Avenida Brasil, no bairro Compensa 2, zona oeste de Manaus, transformou-se em uma tragédia que mudou sua vida.

Andreza estava na garupa de um mototaxista quando foi atingida por outro veículo. O impacto foi tão forte que ela foi arremessada e, ao acordar, já se encontrava em um hospital, com fraturas graves na bacia que a impedem, até hoje, de caminhar e de trabalhar. A situação, que por si só já é dolorosa, se agrava pela falta de respostas e pela ausência das imagens que poderiam ajudar a identificar quem causou o acidente.

Clamor por justiça e por dignidade

Andreza é mãe de quatro filhos e, desde o acidente, luta não apenas contra a dor física, mas contra a angústia de não saber quem foi o responsável. A vítima tem procurado, sem sucesso, as imagens das câmeras de segurança do CIOPS e da Prefeitura de Manaus, que poderiam esclarecer o que de fato aconteceu naquele dia.

“Eu preciso dessas imagens porque eu não consigo andar, e pra mim foi muito trágico. Eu poderia ter morrido. Eu fui arremessada no chão e preciso de ajuda. Preciso que as autoridades me entreguem essas imagens para provar o que aconteceu”, desabafa Andreza.

Segundo ela, o mototaxista que fazia a corrida prestou socorro imediato, mas depois desapareceu. Da mesma forma, o motorista do veículo que causou o acidente fugiu sem prestar qualquer tipo de assistência. “Eu não sei quem me bateu, não sei quem era o mototaxista. A única coisa que eu tenho são as minhas dores e o medo do amanhã”, relatou, emocionada.

Solidão, desamparo e responsabilidade

Hoje, impossibilitada de trabalhar, Andreza depende da solidariedade de amigos e familiares para sustentar os filhos. Ela faz um apelo às autoridades, ao poder público e a qualquer pessoa que possa ajudar a localizar as imagens que possam esclarecer esse caso.

“Quantas pessoas já morreram no trânsito e ninguém faz nada? Eu poderia ter sido mais uma. Eu sou um milagre de Deus, mas preciso de justiça, não só por mim, mas por todas as vítimas que sofrem caladas. Não quero que esse caso fique impune.”

Andreza pede apoio da Prefeitura, do Governo do Estado e do órgão responsável pelas câmeras de monitoramento da cidade. A dor que carrega não é apenas física, mas a dor de quem teme ser esquecida e não vê amparo na busca por respostas.

Foto: Tarcísio Heden

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