Por: Rosane Gama
Manaus (AM) — Três dias após o crime que chocou a capital amazonense, familiares e amigos prestaram homenagens emocionadas a Moisés de Souza e ao pequeno Miguel, de apenas 2 anos, assassinados a tiros na tarde do último domingo (22), na comunidade Valparaíso, zona leste de Manaus. A viúva participou das homenagens nesta terça-feira (24) e, em meio à dor, pediu justiça.

O atentado aconteceu entre a rua Alarico Furtado e a avenida Sumaré, quando a família seguia de motocicleta. Segundo informações da 30ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), um atirador se aproximou e efetuou diversos disparos, atingindo Moisés e Miguel. A mãe da criança também caiu da moto.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que as vítimas foram surpreendidas. Os vídeos mostram Moisés caindo na via e, em seguida, o pequeno Miguel desabando ao solo, aparentemente já inconsciente. A cena é descrita como impactante.
A criança chegou a ser socorrida com vida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Hospital Platão Araújo, mas não resistiu. O pai morreu no local.

Durante coletiva de imprensa nesta terça-feira, a delegada adjunta da Delegacia de Homicídios e Sequestros (DHS) informou que Moisés não tinha antecedentes criminais, rixas ou envolvimento com atividades ilícitas, segundo relato de familiares. A Polícia Civil não descarta a hipótese de execução por engano e segue investigando todas as linhas possíveis.
“Estamos diante de um caso brutal, que tirou a vida de uma criança inocente e destruiu uma família inteira”, afirmou a delegada. A corporação reforçou o compromisso de seguir com as investigações até encontrar os responsáveis.
Enquanto isso, a comunidade se une em luto. O silêncio e as lágrimas marcaram o ato de homenagem feito pela família. A mãe, em prantos, contou que ainda ouviu o filho chamá-la antes de perder os sentidos: “Mamãe, mamãe”, teria dito o menino, em seu último suspiro.
O crime segue sem suspeitos presos até o momento. Informações que possam ajudar a polícia podem ser repassadas de forma anônima pelo 181.
Fotos: Tarcísio Heden / Imediato