Um dia após a trágica morte da biomédica Giovana Ribeiro da Silva, de 29 anos, grávida de sete meses, vítima de um acidente causado por um buraco na avenida Djalma Batista, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), não se pronunciou publicamente sobre o caso. A ausência de qualquer manifestação nas redes sociais ou em compromissos oficiais da Prefeitura nesta segunda-feira (23) chamou atenção e gerou críticas da população e de familiares da vítima.
Giovana, que estava na garupa de uma motocicleta conduzida pelo esposo, João Vitor Jardim, foi arremessada contra uma árvore após o casal perder o controle do veículo ao tentar desviar do buraco. Nem ela, nem a filha, que se chamaria Maria Carolina, resistiram. O acidente reacendeu a revolta sobre o abandono da infraestrutura viária da capital amazonense, especialmente pela negligência da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), responsável pela manutenção da via.
Apesar da comoção popular e da repercussão nas redes sociais e na imprensa local, o prefeito não publicou nenhuma nota de pesar ou solidariedade à família. Além disso, não compareceu a nenhuma agenda pública relacionada ao caso, tampouco houve qualquer pronunciamento oficial da Prefeitura de Manaus.
A ausência de David Almeida em um momento de luto coletivo é vista por muitos como falta de empatia diante de uma tragédia anunciada. O buraco que causou a morte de Giovana e sua filha só foi tapado horas depois do acidente, o que reforçou a sensação de abandono enfrentada diariamente pelos moradores da cidade.
A postura do chefe do Executivo municipal gerou ainda mais indignação após declarações do deputado estadual Daniel Almeida, irmão do prefeito, que durante sessão na Assembleia Legislativa do Amazonas, defendeu que a Prefeitura “não tem culpa” pela tragédia, elevando o tom contra parlamentares que cobravam providências.
Enquanto a família chora duas perdas irreparáveis e Manaus se debruça sobre o impacto da precariedade urbana, a ausência e o silêncio do prefeito reforçam a cobrança da população por responsabilidade e humanidade por parte dos gestores públicos.
Foto: Imediato