Princípio de rebelião termina com detento morto e 15 presos prestando depoimento no 14º DIP

Confusão entre detentos em Manaus termina com um morto e 15 presos prestando depoimento.
Redação Imediato Online
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Por: Rosane Gama

Manaus (AM) – Um princípio de rebelião ocorrido na manhã desta quarta-feira (18) na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), em Manaus, resultou na morte de um detento de 24 anos e na transferência de pelo menos 15 presos para o 14º Distrito Integrado de Polícia (DIP). A movimentação no local chamou a atenção de populares.

De acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), o caso teria começado após um desentendimento entre detentos de facções rivais, o que evoluiu para uma série de agressões físicas. A vítima fatal foi identificada como Davi Alves dos Santos, de 24 anos, que chegou a ser socorrido e levado ao Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo, mas não resistiu aos ferimentos.

Na noite desta quarta-feira, agentes da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP), com apoio da Polícia Militar, transferiram 15 detentos supostamente envolvidos na briga para prestar depoimento no 14º DIP. Eles chegaram escoltados em viaturas e um ônibus da SEAP, onde permanecem sob custódia enquanto os procedimentos investigativos são realizados.

Segundo as autoridades, o objetivo é esclarecer os fatos e apurar quem participou diretamente da agressão que resultou na morte de Davi.

Boatos negados pela SSP

Durante o dia, circulou em grupos de WhatsApp a informação de que um segundo motim teria ocorrido na unidade, o que foi prontamente desmentido pela SSP. A secretaria afirmou que não houve novo princípio de rebelião e que todas as medidas cabíveis foram tomadas para restabelecer a ordem na penitenciária.

“O caso está sob controle. As providências foram adotadas de forma imediata para garantir a segurança dentro da unidade”, informou a SSP em nota oficial.

As investigações seguem em andamento, e os detentos ouvidos pela polícia devem passar por audiência de custódia nos próximos dias, podendo responder criminalmente pelo homicídio, caso a participação de cada um seja comprovada.

Fotos: Tarcísio Heden / Imediato

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