Prefeitura de Manaus recorre à decisão judicial que suspendeu reajuste da tarifa de ônibus

Prefeitura de Manaus recorre contra decisão judicial que suspendeu aumento na tarifa de ônibus, após Ministério Público alegar falta de estudos técnicos que justifiquem o reajuste.
Redação Imediato Online
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A juíza Etelvina Lobo Braga, da 3ª Vara da Fazenda Pública de Manaus, suspendeu na sexta-feira (14) o reajuste da tarifa do transporte público da cidade, que elevaria o valor da passagem de R$ 4,50 para R$ 5 a partir do sábado (15). A decisão foi tomada em resposta a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) contra a Prefeitura de Manaus e o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), alegando falta de transparência e de estudos técnicos que justifiquem o aumento.

Com a liminar, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) informou que o valor atual de R$ 4,50 permanece vigente no sistema de bilhetagem. A decisão da magistrada levou em consideração o impacto do reajuste na população de baixa renda, que poderia ter comprometidos direitos fundamentais como educação, saúde e trabalho.

O Ministério Público argumentou que tanto o IMMU quanto o Sinetram não apresentaram justificativas técnicas para o aumento da tarifa. Além disso, criticou a justificativa da Prefeitura de que o reajuste seria necessário para a renovação da frota de ônibus, pois, até o momento, 52 novos veículos ainda não foram entregues.

Diante da decisão judicial, a Prefeitura de Manaus, por meio da Procuradoria Geral do Município (PGM), anunciou na segunda-feira (17) que entrou com um recurso para reverter a suspensão do reajuste e aguarda uma nova determinação judicial. Enquanto isso, a tarifa permanece sem alteração, aguardando novos desdobramentos.

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