Justiça revoga prisão temporária de empresário investigado pela morte de ex-funcionário venezuelano em Manaus

De acordo com a decisão judicial, a prisão temporária foi revogada antes mesmo de o investigado ser preso.
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A Justiça do Amazonas revogou a prisão temporária do empresário Celso Tavares, investigado pela morte do venezuelano Javis Javier Rodrigues, assassinado a tiros no dia 18 de julho deste ano, no bairro Tarumã, na zona Oeste de Manaus.

O empresário era considerado foragido desde que teve a prisão decretada durante as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Segundo a Polícia Civil, ele deixou o país logo após o crime e não havia sido localizado.

De acordo com a decisão judicial, a prisão temporária foi revogada antes mesmo de o investigado ser preso. Conforme o documento, Celso Tavares deverá se apresentar à Justiça para dar continuidade aos procedimentos legais do processo.

O caso ganhou grande repercussão após a morte de Javis Javier Rodrigues, de nacionalidade venezuelana, que foi executado dentro da própria residência, localizada no Parque das Tribos, no Tarumã.

Segundo as investigações, o crime teria sido motivado pela suspeita de um desvio de aproximadamente R$ 400 mil da empresa do empresário, onde Javier havia trabalhado. A Polícia Civil informou que o empresário teria ido até a casa da vítima acompanhado de Anderson Santos de Castro, de 39 anos.

Ainda conforme a investigação, houve luta corporal entre a vítima e os suspeitos antes do disparo fatal, que atingiu o olho de Javier. Ele morreu no local antes de receber atendimento médico.

Anderson Santos de Castro se apresentou espontaneamente à DEHS acompanhado por um advogado e segue preso preventivamente. Ao deixar a delegacia, ele negou ter efetuado o disparo e afirmou que a esposa da vítima saberia quem foi o autor dos tiros.

Em entrevista coletiva, o delegado Ricardo Cunha, titular da DEHS, afirmou que as investigações apontam Celso Tavares como principal suspeito de ter atirado contra o ex-funcionário. A Polícia Civil também informou que reunia imagens de câmeras de segurança e outros elementos para fortalecer o inquérito.

Durante a coletiva, o delegado afirmou ainda que havia informações de que o empresário teria manifestado anteriormente o desejo de matar o ex-funcionário, após suspeitas relacionadas ao suposto prejuízo financeiro na empresa.

As investigações continuam, e a Polícia Civil segue apurando todas as circunstâncias do homicídio.

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