MANAUS-AM | Neste sábado (1), moradores da rua Jundiaí, localizada no bairro Grande Vitória, na zona leste de Manaus, relataram sérios problemas com o abastecimento de água em suas residências. A comunidade enfrenta dificuldades devido à baixa pressão de água, o que compromete o consumo adequado e a armazenagem nos reservatórios. Apesar das dificuldades, as contas chegam todos os meses, com valores altos, gerando revolta entre os moradores.
De acordo com os relatos, a água fornecida para a região chega com pressão extremamente baixa, não conseguindo atingir as caixas d’água localizadas nos andares superiores das casas. Isso força os moradores a tomarem medidas alternativas, como acordar às 4h da manhã para encher as caixas d’água manualmente. No entanto, mesmo com todos esses esforços, muitos não conseguem armazenar a quantidade necessária para o consumo diário. A situação é agravada pela cobrança de contas elevadas de água, que chegam a valores de até R$ 579,07, como mostrado pelos moradores.

Em entrevista, os moradores demonstraram indignação ao exibir as contas mensais, que variam entre R$ 162,00 e R$ 200,00, mesmo com a qualidade do abastecimento sendo tão deficiente. “Nós pagamos as contas todos os meses, mas o serviço não chega adequadamente às nossas casas”, desabafou um dos residentes, que pediu ajuda da imprensa para dar visibilidade ao problema.
Diversos técnicos já visitaram a região, mas, segundo os moradores, nenhuma solução efetiva foi apresentada até o momento. Um dos técnicos explicou que a pressão da água está abaixo do esperado, enquanto outro afirmou que não foi possível realizar testes para identificar a causa do autoconsumo. Isso apenas aumenta o sentimento de impotência da população local, que se vê sem resposta e sem assistência.
A situação levou os moradores a se reunirem e buscar o auxílio da imprensa, como último recurso, para que a questão ganhasse visibilidade e pressão fosse feita sobre as autoridades competentes. “Estamos pedindo uma resposta. A água é um direito básico, e estamos cansados de pagar por um serviço que não está sendo prestado de forma adequada”, comentou outro morador.
Até o momento, não há previsão de ação por parte da empresa responsável pelo abastecimento de água, mas a comunidade aguarda uma solução imediata para o problema. A expectativa é de que as autoridades competentes investiguem a situação e tomem as providências necessárias para garantir o direito básico de acesso à água potável e a revisão das cobranças irregulares.
Fotos: Imediato