Grupo fraudou financiamentos para adquirir mais de 40 veículos de luxo em Manaus, diz PF

Grupo fraudou financiamentos para adquirir mais de 40 veículos de luxo em Manaus, diz PF. Empresários, bancários e funcionários estão entre os investigados.
Redação Imediato Online
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Durante a operação de grande porte deflagrada na manhã desta quinta-feira (16), a Polícia Federal juntamente com auditores fiscais e analistas tributários da Receita Federal, fizeram buscas e diversos veículos de luxo foram apreendidos, incluindo modelos de alto padrão das marcas Audi, BMW, Mercedes-Benz e Porsche. Todos esses veículos foram adquiridos por meio de fraudes em financiamentos e receberam isenção de impostos de forma irregular, sendo posteriormente repassados a outras pessoas. Além dos carros, foram confiscadas vestimentas exclusivas, documentos e equipamentos eletrônicos que reforçam as suspeitas contra os envolvidos. Conforme a investigação, o esquema envolveu a aquisição irregular de mais de 40 veículos.

Foto: Gabriel

A operação ocorreu simultaneamente em Manaus, Manacapuru e Rio de Janeiro. Empresários, funcionários, gerentes de financeiras e pessoas utilizadas como laranjas estão entre os investigados.

De acordo com o delegado da Polícia Federal Eduardo Ozimo, o grupo formado por empresários, bancários e funcionários movimentou mais de R$ 15 milhões por meio de sonegação de impostos, lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros.

Duas concessionárias da capital amazonense estão sob investigação: a Automix, localizada no bairro Planalto, e a Audi Center, situada na Avenida Djalma Batista, no bairro Chapada. Durante a Operação Creditum, equipes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão nas empresas e nas residências dos proprietários.

Delegado de Polícia Federal Eduardo Zózimo, Chefe da Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros da PF no Amazonas

Superintendente Regional da Polícia Federal no Amazonas, em exercício, Sávio Pinzon

A Justiça determinou o sequestro de bens móveis e imóveis dos investigados como forma de assegurar o ressarcimento aos cofres públicos. Os suspeitos podem responder por crimes como fraude em financiamento, sonegação fiscal, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

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