A Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), sob a coordenação da delegada Patrícia Leão, efetuou na tarde de ontem (12) a prisão temporária do jornalista Alex Braga, suspeito de cometer uma série de crimes graves, incluindo estupro, aborto provocado, violência psicológica e perseguição contra uma mulher de 28 anos. A ação foi realizada com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE) e foi descrita pelas autoridades como “rápida e cirúrgica”, ocorrendo sem resistência.
Segundo o Delegado-Geral Adjunto, Guilherme Torres, o crime de estupro, pela própria natureza, é frequentemente praticado em situações de ocultação, o que confere um peso maior à palavra da vítima nas investigações. Diante disso, a delegada Patrícia destacou que a prisão temporária de 30 dias foi solicitada justamente para garantir o andamento das diligências e a apuração dos fatos relatados pela vítima, cuja denúncia motivou a abertura do inquérito.
O pedido de prisão temporária foi deferido por uma banca de três magistrados, os chamados “juízes sem rosto”, que atuam para proteger a identidade de agentes judiciais em casos de grande repercussão. Essa medida garante à polícia um prazo de 30 dias para aprofundar as investigações, colher depoimentos e reunir provas suficientes para concluir o inquérito.
A delegada Patrícia ressaltou a importância da investigação para esclarecer todas as acusações, enfatizando o compromisso da equipe em dar voz à vítima e buscar justiça. “Ainda estamos em diligências, e a palavra da vítima tem total relevância nesses casos. Precisamos aproveitar este período para concluir as apurações e confirmar as circunstâncias dos crimes denunciados”, afirmou.
O caso segue sob sigilo, com o Ministério Público acompanhando de perto o desenrolar das investigações. A polícia tem agora um mês para finalizar o inquérito e determinar se há elementos suficientes para formalizar uma denúncia contra Alex Braga.